Segundo o Portal Metropoles, Lexa e MC Guimê se tornaram oficialmente réus em uma nova frente judicial que investiga não apenas uma dívida milionária, mas também a suposta depredação de uma mansão em São Paulo. A decisão da Justiça paulista, proferida nesta quinta-feira (29), aceitou uma queixa-crime que coloca os artistas sob investigação criminal. O processo é um desdobramento de uma disputa antiga que envolve um imóvel de luxo adquirido pelo funkeiro e que agora acumula valores que chegam à casa dos 5 milhões de reais.
A nova fase do embate jurídico foca na degradação da propriedade durante o período em que o ex-casal residiu no local. Os proprietários detalharam nos autos diversos danos que configurariam o crime de danos ao patrimônio, incluindo a realização de um grafite feito pelo cantor em uma das paredes sem consentimento prévio. Além disso, a acusação aponta para a falta total de manutenção em áreas essenciais como a piscina e o teto, que apresentariam desgastes estruturais graves no momento da devolução.
Inicialmente, MC Guimê teria deixado de quitar uma parcela de aproximadamente 777 mil reais de uma compra avaliada em 2,2 milhões de reais. Com o passar dos anos e as derrotas em segunda instância, o valor atualizado da dívida principal saltou para cerca de 3 milhões de reais, sem contar os demais custos processuais e indenizações pleiteadas pelos donos da residência.
A inclusão de Lexa no polo passivo da ação ocorreu em meados de 2024, baseada no regime de comunhão de bens que regia o casamento à época da assinatura do contrato. Com isso, a cantora passou a ser corresponsável pelas obrigações financeiras e agora também pelas acusações criminais de dano. A Justiça já sinalizou que bens pessoais e até mesmo os lucros provenientes de direitos autorais das músicas de ambos podem ser bloqueados para assegurar o pagamento integral aos proprietários prejudicados.