Após declarar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “tem de morrer”, o pré-candidato à Presidência da República Renan Santos afirmou, na última sexta-feira (29), que se referia à “morte política” do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A fala do dirigente do Movimento Brasil Livre (MBL) foi feita durante uma live e rapidamente repercutiu nas redes sociais, gerando críticas e questionamentos sobre o tom adotado. Diante da reação pública, Renan negou qualquer incitação à violência física e disse que suas palavras foram retiradas de contexto.
“Não me arrependo da fala, porque eu disse que ele tem que morrer politicamente. Inclusive, o Flávio Bolsonaro tem que morrer politicamente. Flávio Bolsonaro é um câncer para a política brasileira”, afirmou Renan em entrevista posterior, divulgada por ele próprio nas redes.
Mesmo após o esclarecimento, o presidente do partido Missão reforçou que não recua do conteúdo político de suas declarações. Segundo ele, Flávio Bolsonaro teria tomado decisões que, em sua avaliação, enfraqueceram o combate à corrupção durante o governo Jair Bolsonaro.
Renan citou o caso das rachadinhas, o suposto envolvimento com milícias e a atuação do senador nos bastidores do governo como fatores que teriam contribuído, segundo ele, para o esvaziamento da Operação Lava Jato, a indicação de Augusto Aras à Procuradoria-Geral da República e o fim da chamada CPI da Lava Toga.
“O Flávio Bolsonaro é um dos responsáveis por transformar o Brasil no país da impunidade”, declarou, ao afirmar que o senador e sua família seriam “um problema para o Brasil”.
Apesar da tentativa de contextualização, o tom da declaração original foi mais agressivo. Na live que deu origem à polêmica, Renan afirmou que Flávio Bolsonaro “destruiu a nossa revolução”, em referência ao campo da direita.
“É a nossa função histórica não acabar só com a esquerda. Nós vamos acabar com a esquerda, mas o traíra tem de morrer, e o traíra é Flávio Bolsonaro. Eu vou acabar com a raça do Flávio Bolsonaro”, disse Renan na transmissão.
Renan Santos anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República em 2025, pouco antes de o partido Missão ser oficializado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).