A Justiça de São Paulo condenou o empresário e ex-candidato a pagar R$ 100 mil de indenização por danos morais ao deputado federal Guilherme Boulos. O veredito é uma resposta direta às declarações de Marçal, que utilizou suas redes sociais e debates para associar o parlamentar ao uso de substâncias ilícitas sem apresentar qualquer prova real. A decisão cabe recurso.
A decisão judicial foca nas declarações polêmicas de Marçal, que tentou associar Boulos ao uso de drogas, utilizando inclusive documentos que foram prontamente desmentidos e apontados como falsos.
A punição financeira, embora significativa, representa uma fração pequena diante do poderio econômico do réu. Na eleição de 2024, Marçal declarou ao TSE o maior patrimônio entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo: impressionantes R$ 169,5 milhões em bens. Para a Justiça, a atitude ultrapassou qualquer limite da liberdade de expressão ou crítica política, ferindo diretamente a honra do parlamentar.
O juiz acrescentou que, ao divulgar um documento falso com conteúdo grave, Marçal não exerceu liberdade de expressão, mas praticou um ato ilícito com a intenção deliberada de prejudicar o oponente. Na visão da Justiça, a conduta do influenciador "desbordou de qualquer limite ético ou jurídico tolerável no debate democrático".
"Marçal foi condenado pela Justiça a me pagar R$ 100 mil pela mentira da cocaína. Ainda é pouco, seguirei na ação criminal contra ele. Quem faz política com fake news tem que ser banido da vida pública" disse Boulos. Até o momento, a assessoria de Marçal não se pronunciou oficialmente sobre se irá recorrer da decisão.