Após a conclusão do inquérito pela Polícia Civil, os parentes de um adolescente que inicialmente foi apontado como suspeito, mas que agora figura apenas como testemunha, quebraram o silêncio. Em comunicado ao O Globo, os familiares descreveram os últimos dias como o “período mais difícil de nossas vidas”.
O jovem, que chegou a ser alvo de um intenso linchamento virtual, conseguiu provar que não estava no local das agressões na Praia Brava, em Florianópolis. Com a apresentação de registros de localização e depoimentos, a autoridade policial mudou seu status de investigado para testemunha. Para a família, no entanto, o dano da exposição precoce deixou marcas profundas.
A família ressaltou que compreende a indignação social pela morte brutal do animal, mas criticou a incitação à violência contra inocentes. "Fomos alvos de boatos, mentiras, incitação de violência e crimes digitais que jamais deveriam fazer parte de uma sociedade que preza pelo respeito à vida", completou a nota.
O caso segue sob sigilo absoluto, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mas o desfecho para este jovem traz um alívio amargo para a família, que agora busca justiça contra os ataques sofridos na internet durante o período em que ele foi erroneamente apontado como agressor.
A polícia analisou mais de mil horas de filmagens e utilizou um software avançado de localização para confirmar quem realmente estava na cena do crime, garantindo que o autor fosse identificado e as pessoas inocentes fossem devidamente retiradas do rol de culpados.