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“Entregaram a eleição de bandeja para a esquerda”, afirma Kim Kataguiri ao detonar escolha de Flávio Bolsonaro
Na visão do deputado, a figura do senador Flávio Bolsonaro está atrelada a uma sobrecarga jurídica e política que compromete qualquer proposta de modernização da direita
05/02/2026 11h10
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Kim Kataguiri e Flávio Bolsonaro - Reprodução: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados/Jefferson Rudy/Agência Senado

O deputado federal Kim Kataguiri (MISSÃO) manifestou forte desaprovação quanto à consolidação de Flávio Bolsonaro como o sucessor oficial do legado político de sua família. Em conversa exclusiva com o jornalista Lucas Tadeu, do portal BacciNotícias, Kataguiri defendeu que o campo conservador está incorrendo em uma falha tática capaz de assegurar a continuidade da gestão petista por mais um mandato.

Na visão do deputado, a figura do senador Flávio Bolsonaro está atrelada a uma sobrecarga jurídica e política que compromete qualquer proposta de modernização da direita. Kim sustenta que tal indicação prioriza a salvaguarda de interesses familiares em detrimento das prioridades nacionais, uma fórmula que ele considera fracassada para o grupo.

“Manter o sobrenome Bolsonaro na urna hoje é entregar a eleição de bandeja para a esquerda. Flávio Bolsonaro carrega um histórico tão pesado que obrigou o governo inteiro a trabalhar para blindá-lo da prisão. Esse é o nome que vai liderar uma renovação nacional?”, pontuou o político.

A ofensiva de Kataguiri estendeu-se também ao chefe do Executivo paulista, Tarcísio de Freitas. Frequentemente apontado como a alternativa mais viável ao "bolsonarismo raiz", Tarcísio foi descrito pelo membro do partido Missão como um administrador dependente, cujas ações estariam condicionadas ao consentimento da dinastia Bolsonaro, resultando em uma eventual liderança presidencial sem pulso.

“Tarcísio mostra sinais cada vez mais claros de que não tem autonomia política. Ele não enfrenta nem 10% das decisões da família Bolsonaro, apanha mais do Eduardo e do Carlos do que do próprio Lula e só se move com autorização”.

Ao concluir seu raciocínio, o parlamentar frisou que o cenário brasileiro demanda protagonistas que não aceitem tutelas, dotados de bravura para peitar grupos de pressão e extinguir vantagens das altas castas do serviço público. Segundo sua análise, sem a liberdade necessária para realizar cortes em despesas consideradas tabus, qualquer administração direitista será mera continuidade das estruturas vigentes.