Notícias Vai voltar à prisão?
Suzane von Richthofen roubou bens e dinheiro da casa do tio, informa boletim
Caso a polícia conclua que Suzane foi a autora do furto, ela pode progredir para o regime fechado novamente
05/02/2026 11h42
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Suzane Von Richthofen - Reprodução: Jefferson Copola/VEJA

Uma nova controvérsia jurídica envolve o nome de Suzane von Richthofen. Na última terça-feira (3), um boletim de ocorrência foi protocolado contra a veterana do sistema prisional — condenada a quase quatro décadas pelo parricídio de Marísia e Manfred. Desta vez, a acusação, divulgada pelo jornal O Globo, aponta que ela teria roubado pertences da residência de seu tio, o médico aposentado Miguel Abdalla Netto.

O corpo de Miguel foi localizado em 9 de janeiro, já em decomposição avançada. Como não apresentava traumas visíveis, a Polícia Civil trata o episódio inicialmente como morte suspeita.

Silvia Gonzalez Magnani, ex-parceira e prima do médico, formalizou a queixa eletrônica. Segundo seu relato, Suzane teria se apossado ilegalmente de uma lavadora de roupas, um sofá, uma cadeira ou poltrona e uma bolsa contendo documentos e dinheiro do tio falecido.

Caso as investigações confirmem o crime de furto ou apropriação indébita, Suzane enfrenta o risco imediato de retornar à prisão. Atualmente sob liberdade assistida (regime aberto), ela goza de benefícios condicionados à ausência de novas práticas delituosas. O descumprimento dessa norma revogaria sua liberdade, obrigando-a a terminar sua sentença de 39 anos atrás das grades.

Este não é o único registro policial sobre o imóvel. Ricardo Abdala de Freitas, também sobrinho de Miguel, já havia denunciado o arrombamento da residência no Campo Belo. Ele relatou que a porta blindada foi forçada e que itens como sofá, poltrona e máquina de lavar sumiram após o falecimento do tio.

A Secretaria da Segurança Pública e a defesa de Suzane foram consultadas por veículos de imprensa, mas ainda não se pronunciaram oficialmente. A Polícia Civil declarou que: “Em relação ao furto, as diligências seguem em andamento para a identificação da autoria e a responsabilização dos envolvidos”.

A Disputa por R$ 5 Milhões

Paralelamente ao âmbito criminal, corre uma batalha judicial pelo espólio do médico, avaliado em R$ 5 milhões. No processo que tramita em Santo Amaro, Suzane admitiu ter acessado a casa e retirado um automóvel Subaru, justificando ainda ter soldado o portão para "resguardar o patrimônio".

Embora Suzane tenha sido excluída da herança dos pais por indignidade, o cenário muda no caso do tio. Como Miguel não possuía herdeiros diretos (ascendentes, descendentes ou cônjuges), a lei coloca os sobrinhos na linha sucessória como "herdeiros colaterais".

"No entanto, sem obrigatoriedade. Eu posso afastar um herdeiro colateral, não deixando nada para ele", explica ao Terra a advogada Renata Vilas-Bôas.

A especialista ressalta que, na falta de um testamento que a exclua explicitamente, o passado criminal de Suzane não é barreira legal para este recebimento específico:

"Como não foi falado da existência de testamento, não existe uma previsão no código civil para impedir os sobrinhos de receber. Nenhum dos dois casos [indignidade ou deserdação] se aplica no caso da Suzane [...] Isso significa que ela pode vir a receber esse valores".

Portanto, se não houver um documento de última vontade deixado pelo médico, a fortuna deverá ser repartida entre Suzane e seu irmão, Andreas.