A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), embora tenha sido convidada pelo presidente Lula para concorrer ao Legislativo paulista em 2026, demonstra cautela quanto à sua real capacidade de angariar apoios diretos para o petista em São Paulo.
Em diálogos reservados com parceiros políticos, a ministra tem expressado o receio de que sua base eleitoral em São Paulo não seja totalmente permeável à influência de Lula. Esse segmento, composto prioritariamente por setores do mercado de capitais e eleitores moderados de centro, poderia fragmentar o apoio no momento da votação.
A análise de Tebet, segundo fontes próximas, sugere o risco de um comportamento eleitoral híbrido: o votante escolheria o nome dela para uma cadeira no Senado, mas optaria por um representante da centro-direita para o comando do Palácio do Planalto.
Diante dessa incerteza, a ministra tem refletido se o projeto de reeleição de Lula não seria melhor servido por um candidato em São Paulo com maior capilaridade junto ao eleitorado fiel à esquerda, visando maximizar o desempenho no principal reduto votante do país.
A pauta sucessória foi debatida entre a ministra e o chefe do Executivo durante a comitiva oficial ao Panamá, ocorrida no encerramento de janeiro. Na ocasião, ela sinalizou flexibilidade para representar o governo tanto em São Paulo quanto no Mato Grosso do Sul, seu reduto de origem.
Agora, o futuro político de Simone repousa nas mãos do presidente. Conforme relatado por aliados, a previsão é que o veredito sobre qual palanque Tebet deverá ocupar seja anunciado por Lula imediatamente após o Carnaval.