O patrimônio do ex-jogador Daniel Alves sofreu um novo revés financeiro no Brasil. A Justiça autorizou o bloqueio de R$ 7,7 milhões das contas bancárias do atleta devido a um processo movido por um fundo de investimentos. O imbróglio está diretamente ligado aos valores que o lateral-direito ainda tem a receber do São Paulo Futebol Clube como parte do acordo de rescisão contratual firmado em 2021.
A disputa começou quando Daniel Alves cedeu seus créditos junto ao clube paulista para o fundo de investimentos GAD em troca de um pagamento à vista. Na época, o fundo teria antecipado cerca de R$ 11 milhões ao jogador para ter o direito de receber as parcelas futuras que seriam pagas pelo São Paulo. Contudo, após os problemas jurídicos enfrentados pelo atleta na Espanha, o repasse desses valores teria sido interrompido ou desviado, gerando o débito milionário atual.
A decisão judicial visa garantir que o fundo receba o montante acordado, mas encontra obstáculos no histórico recente de Daniel Alves. Além desta ação, o ex-jogador já lida com outros bloqueios judiciais em território brasileiro, incluindo processos movidos por sua ex-mulher, Dinorah Santana, relacionados ao pagamento de pensão alimentícia. Esse cenário de múltiplas cobranças cria um cerco financeiro que impede o acesso do atleta a boa parte de seus recursos.
Mesmo em liberdade definitiva após a anulação de sua condenação em solo espanhol em março de 2025, Daniel Alves continua enfrentando os reflexos financeiros acumulados durante seu período de reclusão. Enquanto tenta retomar sua vida pública e pessoal, o ex-atleta precisa agora lidar com essa ofensiva jurídica de credores que buscam a liquidação de dívidas contratuais pendentes.