Notícias Caso Cão Orelha
Mãe de jovem acusado pela morte de Orelha se pronuncia pela primeira vez: “Ele se confundiu”
Entrevista exclusiva com mãe de adolescente acusado por agressões contra cão orelha foi exibida no Domingo Espetacular, neste domingo (8), trazendo declarações inéditas sobre o caso
09/02/2026 12h28
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Cão Orelha - Reprodução: Redes sociais

Pela primeira vez após o falecimento do cachorro comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, a mãe do menor de idade indicado como principal suspeito rompeu o silêncio. Em depoimento exclusivo ao programa Domingo Espetacular, da RECORD, veiculado nesse domingo (8), ela refutou a tese de que o filho tenha maltratado o animal e desmentiu os rumores de que a família planejava retirá-lo do território nacional.

Contudo, o Judiciário de Santa Catarina ordenou o confisco do passaporte do rapaz no prazo de um dia. A medida atende a uma solicitação da Polícia Civil, com o aval do Ministério Público, após denúncias de que haveria o risco de fuga para o exterior.

A mãe, que não teve sua identidade revelada, negou que o adolescente tenha participado da violência e rebateu a acusação de ocultação de provas. A polícia, por outro lado, sustenta que ela tentou esconder um item importante: durante o depoimento, o jovem teria entregue um boné à mãe, que o guardou prontamente na bolsa.

Sobre esse episódio, ela ofereceu sua justificativa:

“Fomos levados a uma sala com sete autoridades. Ele continuava com o boné, e eu pedi que o retirasse por respeito às autoridades”, alega.

Outro ponto de discórdia é um agasalho escuro encontrado na bagagem do suspeito. Enquanto a mãe afirma que a peça foi adquirida em uma viagem aos EUA, os investigadores sustentam que o vestuário é idêntico ao registrado em câmeras no dia do crime. Sobre as falhas nos relatos do filho, ela argumentou:

“Um menino de 15 anos, depois de 30 dias, tem que fazer todo o passo a passo que ele fez. Ele simplesmente esqueceu e, inclusive, se confundiu”, contestou a mãe.

O inquérito foca no amanhecer de 4 de janeiro, dia anterior ao óbito do cão. O cronograma apurado é o seguinte:

O cão só foi resgatado na tarde seguinte, quando uma vizinha o socorreu ao notar hemorragias faciais. O animal não resistiu aos traumas e morreu em 5 de janeiro.

A expectativa das autoridades é finalizar, até quarta-feira (11), a perícia nos celulares confiscados. O objetivo é identificar se houve a cooptação de outros menores ou a prática de novos atos infracionais vinculados ao trágico episódio na capital catarinense.