A jornalista Patrícia Calderon voltou a se pronunciar publicamente sobre o caso Orelha e trouxe novos desdobramentos da situação que vem acompanhando de perto. Pelos stories, ela não apenas repercutiu informações recentes da investigação como também abriu o coração ao relatar dificuldades enfrentadas durante a cobertura. Em uma das publicações, afirmou:
As pessoas estão com medo de falar. Gente coagida, funcionários ‘silenciados’, advogados intimidando jornalistas!! É isso mesmo? A impunidade pode ser que ocorra aí no ‘mundinho’ de vocês. Quero ver calar o Brasil. Tô recebendo mensagens internacionais com a repercussão.
Na sequência, reforçou a postura diante das informações que vêm sendo divulgadas e manteve o tom firme ao rebater questionamentos. “O que é verdade a gente compartilha. Já o que é fake, a gente desmente. Imagens falam por si”, escreveu. Em outro momento, Patrícia também destacou denúncias relacionadas à região investigada e fez um apelo direto ao público, afirmando:
Sabiam que a praia da Brava é um cemitério a ‘céu aberto’ com o resultado aos maus tratos de animais? Sabiam que já tentaram colocar fogo na casinha dos cães comunitários? Sabiam que tantos outros animais desapareceram e nunca mais foram encontrados? Sabiam que a polícia já tinha conhecimento aos maus tratos contra os cachorros?
Ela ainda pediu colaboração da população para que novas informações cheguem às autoridades. “Você que é nativo!! Preciso de ajuda da população com as denúncias no anonimato. Sozinha, não vou chegar a lugar nenhum. Infelizmente, agora, tem algum animal sofrendo maus tratos pelo país”, completou.
Além do desabafo, Patrícia compartilhou uma matéria do portal LeoDias sobre o caso. Segundo o veículo, a equipe teve acesso a informações do inquérito policial que tramita em Santa Catarina e investiga uma onda de violência e maus-tratos contra animais comunitários na região. O processo também busca identificar jovens flagrados em episódios de vandalismo, incluindo quebra-quebra em barraca de praia, furto de bebidas, uso de álcool e entorpecentes, brigas com funcionários de condomínios, além de maus-tratos contra um cachorro caramelo em tentativa de afogamento e a morte de Orelha.
Ainda de acordo com o conteúdo repercutido, uma cadela caramela foi encontrada ferida na mesma região onde ocorreram episódios de violência. Patrícia Calderón teve acesso a uma fotografia que, segundo relatos de moradores locais, mostraria a irmã do animal. O cão apresentava um ferimento profundo em uma das patas dianteiras, passou por tratamento veterinário e se recupera bem.