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Ministério Público pede exumação do corpo do cão Orelha para apurar circunstâncias da morte
O avanço das investigações sobre a morte do cão Orelha ganhou um novo capítulo com o pedido de exumação feito pelo MPSC. A medida visa realizar uma perícia técnica detalhada para entender as circunstâncias exatas do óbito na Praia Brava.
10/02/2026 19h17 Atualizada há 7 meses
Por: Redação
Cao Orelha. Reprodução/Internet

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou formalmente à Justiça, na última segunda-feira (9), a exumação do corpo do cão Orelha. O animal morreu na Praia Brava, em Florianópolis, e a medida visa a realização de uma perícia direta para esclarecer as circunstâncias do óbito. A possibilidade dessa intervenção já havia sido antecipada com exclusividade pelo programa Fantástico e agora se torna um passo fundamental no avanço das investigações conduzidas pelas promotorias de Justiça.

Além da exumação, o MP solicitou novas diligências complementares com o objetivo de aprofundar as apurações sobre o caso. De acordo com o órgão, a decisão foi tomada após uma análise detalhada do inquérito policial e dos Boletins de Ocorrência Circunstanciados. Entre os pedidos da 10ª Promotoria de Justiça da Capital, está a juntada de vídeos que registram atos infracionais e situações envolvendo os cães que estavam no local no dia do ocorrido.

As investigações agora seguem sob a coordenação das promotorias que atuam nas áreas da Infância e Juventude e Criminal. O Ministério Público destacou que é imprescindível obter esclarecimentos específicos para determinar se houve qualquer tipo de coação no curso do processo relacionado à morte de Orelha. Em virtude dessa suspeita, novos depoimentos foram solicitados para garantir a integridade das informações colhidas até o momento.

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) informou que não fará pronunciamentos públicos sobre o pedido de exumação, uma vez que o processo corre em segredo de justiça. O sigilo é necessário por envolver menores de idade de forma direta ou indireta. Por esta razão, a 2ª Promotoria de Justiça também se manifestou favorável à manutenção do segredo, impedindo inclusive, por enquanto, a habilitação de assistentes de acusação interessados no caso.

A partir do recebimento oficial dos autos, as autoridades têm um prazo de 20 dias para o cumprimento de todas as diligências solicitadas. O caso continua gerando grande repercussão e mobilização social, enquanto a perícia no corpo do animal é aguardada como a peça-chave para definir as responsabilidades jurídicas pela morte de Orelha na capital catarinense.