A apresentadora Silvia Abravanel, de 48 anos, afirmou que mantém conversas diárias com o pai, Silvio Santos, morto em 2024, aos 93 anos. Em entrevista à revista Quem, publicada nesta quinta-feira (12), ela disse que recorre à oração e ao pensamento para pedir conselhos pessoais e profissionais. Filha número dois do comunicador, Silvia relembrou a infância, os aprendizados na televisão e os desafios na criação das filhas.
“Falo com o meu pai todos os dias em oração e em pensamento. Peço sabedoria para resolver problemas, como sempre fiz enquanto ele estava aqui”, afirmou à Quem.
Silvia disse que herdou do pai a franqueza e o temperamento firme. Segundo ela, o apresentador foi “melhor amigo, chefe e mestre”. Afirmou que cresceu acompanhando o trabalho dele em negociações e gravações.
Ela estreou como apresentadora em 2003, no programa “Sobretudo”, da ALLTV. Depois, assumiu funções no SBT, onde dirigiu e produziu atrações infantis. Tornou-se conhecida pelo comando do “Bom Dia & Cia” e, atualmente, apresenta o “Sábado Animado”.
De acordo com a entrevistada, o pai a cobrava disciplina e atenção aos detalhes. Disse que as comparações eram inevitáveis, mas encaradas como parte do aprendizado.
Silvia também falou à Quem sobre a filha Luana, de 27 anos, diagnosticada na infância com galactosemia, doença genética rara que impede a metabolização da galactose, açúcar presente no leite. Ela afirmou que o diagnóstico ocorreu após o primeiro ano de vida. Relatou dificuldades iniciais para identificar o problema e adaptar a alimentação. Segundo a apresentadora, o uso de canabidiol contribuiu para a melhora clínica da filha.
Além de Luana, Silvia é mãe de Amanda, de 20 anos. Casada com o cantor Gustavo Moura, declarou que não pretende ter mais filhos por orientação médica, após ter sofrido embolia pulmonar.
Adotada aos três dias de vida, Silvia contou à revista que descobriu a condição aos cinco anos. A explicação foi dada pelo pai e pela mãe, Maria Aparecida Vieira Abravanel, conhecida como Cidinha, morta em 1977. Ela afirmou que nunca procurou os pais biológicos e declarou gratidão pela história que construiu.
Sobre a relação com as irmãs Cintia, Daniela, Patrícia, Rebeca e Renata, disse que mantém convivência próxima. Após a morte de Silvio Santos, as filhas assumiram funções na administração do SBT. Segundo Silvia, o processo exigiu reorganização, já que o pai centralizava decisões. Ela afirmou que a família mantém as celebrações religiosas em memória dele.