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Tirullipa vira réu após filmar funcionário sem autorização em cruzeiro de Wesley Safadão; entenda o caso
Tirullipa está sendo processado por um funcionário que atuava no cruzeiro “WS On Board”. O motivo? Uma filmagem publicada pelo humorista comparando o rapaz ao ministro Alexandre de Moraes. Conforme apurado por Fábia Oliveira, do Metrópoles, a vítima alega que foi usada para gerar engajamento político e agora pede indenização por danos morais.
12/02/2026 18h13 Atualizada há 7 meses
Por: Redação
Tirulipa. Reprodução/rondonoticias

O humorista Tirullipa iniciou o ano de 2026 enfrentando complicações jurídicas. O comediante tornou-se réu em uma ação indenizatória após filmar um funcionário, sem autorização, durante o cruzeiro "WS On Board", de Wesley Safadão. Segundo informações da colunista Fábia Oliveira, do Metrópoles, o processo tramita na Justiça desde o dia 17 de janeiro.

O episódio ocorreu em 14 de janeiro, quando o autor da ação, Gustavo da Mata José, atuava como concierge no evento. De acordo com os autos, Tirullipa filmou o profissional e publicou o conteúdo em seu Instagram, conta que ultrapassa os 30 milhões de seguidores, comparando a aparência física de Gustavo à do ministro do STF, Alexandre de Moraes. Na legenda, o humorista escreveu: “Será que o povo vai se comportar nesse navio? O Safadão amedrontando o povo colocando o Alexandre de Moraes na entrada”.

Na ação, Gustavo alega que sua imagem foi usada para explorar a polarização política do país, visando apenas o lucro por meio de viralização. Ele afirma que nunca buscou exposição pública e que a comparação o expôs à hostilidade digital característica do atual cenário político.  

Diante do ocorrido, a defesa de Gustavo solicitou uma tutela de urgência para a remoção imediata do conteúdo, além de uma indenização por danos morais a ser arbitrada pelo juiz, considerando o alcance e o número de compartilhamentos da publicação.

Juridicamente, o caso encontra respaldo no Código Civil Brasileiro, especificamente no Artigo 20, que protege o direito à imagem. A legislação estabelece que a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa pode ser proibida caso atinja a honra, a boa fama ou a respeitabilidade do indivíduo, ou ainda se for destinada a fins comerciais sem a devida autorização. Além disso, a Constituição Federal garante a proteção da privacidade e da dignidade da pessoa humana, reforçando que o uso de imagens para gerar engajamento em contextos de exposição pública pode gerar dever de indenização por danos morais, independentemente de haver ou não intenção de ofender.