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Justiça da Itália decidirá em breve a extradição de Carla Zambelli
Ex-deputada está presa desde julho de 2025 e foi condenada pelo STF por invasão aos sistemas do CNJ e outros crimes
13/02/2026 10h21
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Carla Zambelli - Reprodução: Câmara dos Deputados

A fase de debates judiciais perante a Corte de Apelação de Roma foi finalizada nessa quinta-feira (12), encerrando as audiências sobre o processo de extradição da ex-parlamentar, Carla Zambelli. Agora, o colegiado entra em etapa de deliberação para anunciar o veredito, aguardado para os próximos dias.

Iniciado na quarta-feira (11), o julgamento sofreu uma breve interrupção após as considerações do Ministério Público local e de parte da defesa. Na sessão conclusiva de ontem, os magistrados ouviram o emissário do governo brasileiro e os demais defensores de Zambelli.

Vale lembrar que o processo enfrentou adiamentos sucessivos em dezembro e janeiro, pois o tribunal solicitou prazos maiores para esmiuçar a documentação enviada. Além disso, na última terça-feira (10), uma tentativa da defesa de afastar os juízes sob alegação de falta de imparcialidade foi prontamente descartada pela Justiça italiana.

Zambelli permanece sob custódia em solo italiano desde 29 de julho de 2025. Ela utilizou sua cidadania europeia para deixar o Brasil pouco antes de se esgotarem as possibilidades de recurso contra uma pena de uma década de reclusão. Tal sentença refere-se à invasão tecnológica dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023, crime que as investigações apontam ter sido orquestrado por ela.

A ficha criminal da ex-congressista inclui ainda:

Para viabilizar o retorno da condenada, o ministro Alexandre de Moraes assegurou às autoridades estrangeiras que o sistema prisional brasileiro reservado a ela cumpre requisitos humanitários rigorosos. Em seu requerimento, o relator enfatizou as condições das instalações:

"As referidas providências deverão ser adotadas imediatamente, para que seja possível cumprir-se o disposto na Súmula Vinculante 14, preservando-se o direito de defesa, o contraditório e o devido processo legal".

Moraes reiterou que a unidade de destino possui bons índices de higiene, assistência médica, programas de capacitação e um histórico livre de motins, rebatendo possíveis questionamentos sobre a integridade da detenta.