A Justiça de Santa Catarina concedeu permissão, nessa quinta-feira (12), para que os restos mortais de Orelha fossem retirados da sepultura. O animal, um cão de rua assistido pela comunidade da Praia Brava, em Florianópolis, faleceu nos primeiros dias do ano. A medida, conduzida pela Polícia Científica, atende a um requerimento do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) para possibilitar novos exames forenses.
Informações colhidas indicam que o procedimento de exumação já foi concluído. Contudo, devido às restrições legais do segredo de Justiça que envolvem a ação, o cronograma da avaliação laboratorial e as descobertas preliminares dos peritos permanecem em caráter confidencial.
O inquérito policial continua ativo para fundamentar o processo judicial. A solicitação por parte do MP-SC ocorreu no início da semana, dia 9, visando dar suporte técnico ao caso: “para a realização de perícia direta”.
O pedido surgiu após a Polícia Civil remeter os autos iniciais aos promotores. Ao analisarem o material, tanto a 10ª Promotoria de Justiça (voltada à Infância e Juventude) quanto a 2ª Promotoria de Justiça (esfera criminal) da capital identificaram lacunas que exigem respostas mais precisas.
Coube à 10ª Promotoria a iniciativa de requerer a exumação. O órgão busca intensificar a apuração de fatos narrados em quatro boletins de ocorrência que orbitam o falecimento do animal, tentando traçar uma linha do tempo clara sobre o ocorrido.