O ministro André Mendonça (à direita na foto de capa), do STF, assumiu a relatoria do caso Master na Corte após a saída de Dias Toffoli (à esquerda). A mudança foi comunicada pelo tribunal depois de reunião entre os magistrados e ocorre enquanto avançam as investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre o banco. Segundo a Corte, o próprio Toffoli pediu a redistribuição do processo, o que levou à realização de sorteio que definiu o novo relator.
Com a responsabilidade transferida, Mendonça passa a analisar o material reunido até aqui e decidir sobre pontos estratégicos do andamento das apurações, incluindo o nível de sigilo e uma eventual mudança de foro — isto é, se o processo permanece no Supremo ou retorna à Justiça Federal. Entre os documentos que chegarão às suas mãos está o relatório policial com menções a autoridades com foro privilegiado em conversas envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o cunhado Fabiano Zettel, preso em janeiro.
Os inquéritos sob relatoria incluem a investigação sobre a operação do BRB na compra do Master e também a segunda fase da operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras. O papel do relator é supervisionar o andamento do caso e autorizar medidas como diligências, acompanhando cada novo desdobramento apresentado pelos investigadores.
A troca ocorreu após a apresentação de relatório policial que citou Toffoli em dados extraídos do celular do dono do banco investigado. Mesmo assim, os ministros entenderam que não cabia arguição de suspeição, mantendo válidos todos os atos já praticados por ele. As investigações, que chegaram ao Supremo após indícios envolvendo pessoa com foro privilegiado, continuam agora sob condução do novo relator, que passa a centralizar as decisões sobre o rumo do caso.