A jornada inaugural do Grupo Especial no Carnaval de 2026, no Rio de Janeiro, teve início neste domingo (15) e se estendeu até as primeiras horas de segunda-feira (16). Entre baterias impactantes e alegorias luxuosas, o espetáculo na Marquês de Sapucaí alternou momentos de brilho intenso com polêmicas e contratempos logísticos.
O cronograma da noite contou com quatro agremiações: a abertura ficou por conta da Acadêmicos de Niterói, seguida pela Imperatriz Leopoldinense, Portela e o encerramento com a Estação Primeira de Mangueira.
Mantendo a tradição, o comandante da Seleção Brasileira marcou presença no Rio após passar por São Paulo. No camarote oficial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhou tudo sob forte esquema de segurança, ao lado de Janja. A primeira-dama, que inicialmente desfilaria, cedeu seu lugar na avenida para a cantora Fafá de Belém.
O enredo da Acadêmicos de Niterói, intitulado Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil, gerou debates acalorados entre apoiadores e críticos desde sua concepção.
No setor dos camarotes, o destaque foi para o encontro entre Sabrina Sato e Paolla Oliveira. Sabrina, que só defende a Vila Isabel na terça-feira (17), atraiu flashes com um figurino audacioso. Já Paolla, que transferiu o posto de rainha da Grande Rio para a influencer Virginia Fonseca, comentou sobre sua amizade com o ex, Diogo Nogueira, enquanto circulava protegida por um staff de 15 seguranças.
Estreante como rainha de bateria, Virginia Fonseca foi vista mantendo o foco total para o desfile de terça. Usando um look dourado transparente e joias pesadas, ela não abriu mão da dieta: foi flagrada degustando uma marmita de salmão, arroz e aspargos no camarote, atendendo fotógrafos com simpatia.
A Imperatriz Leopoldinense trouxe o enredo Camaleônico, uma exaltação a Ney Matogrosso. Apesar do visual impecável, a rainha Iza enfrentou questionamentos nas redes sociais. Internautas e críticos apontaram uma performance mais contida no samba e uma aparente queda de energia durante a transmissão oficial, contrastando com sua conhecida habilidade na dança.
O clima pesou após a passagem da Imperatriz. Um intervalo excessivo provocado por um show de drones patrocinado pela Superbet irritou o público. A demora para a entrada da próxima escola resultou em vaias estrondosas e ofensas direcionadas a Gabriel David, presidente da Liesa. Enquanto a arquibancada protestava, os camarotes seguiam com shows privados.
Mesmo com o cronograma comprometido, a Portela entrou na avenida com Adriane Galisteu como musa. O enredo homenageou o Príncipe Custódio, figura central da cultura afro-gaúcha. Contudo, a "Majestade do Samba" enfrentou sérios problemas:
Falha Mecânica: Um carro alegórico quebrou antes da entrada, causando um buraco no desfile.
Correria: Para evitar punições no cronômetro, a escola precisou acelerar o passo, encerrando apenas um minuto antes do limite.
A Mangueira, que deveria cruzar a passarela por volta das 3h da manhã, só iniciou seu desfile às 4h. A "Verde e Rosa" celebrou o Mestre Sacaca e o misticismo da Amazônia negra. A apresentação não foi isenta de sustos:
Uma integrante no topo de uma alegoria precisou de socorro imediato quando sua estrutura balançou perigosamente pouco antes da entrada.
Um vazamento de óleo na pista dificultou a movimentação de um carro, exigindo esforço extra dos empurradores.
Ao raiar do dia, a pista foi tomada pelo público no tradicional "arrastão", selando o fim da primeira rodada de desfiles cariocas.