[ALERTA DE GATILHO] Esta matéria contém relatos de violência que podem ser sensíveis para alguns leitores. Violência doméstica e abuso não devem ser ignorados. Se você ou alguém que conhece está em perigo, denuncie à polícia pelo 190 ou procure a delegacia mais próxima.
O cantor João Lima completa três semanas preso nesta segunda-feira (16), após ser detido sob acusação de agredir a ex-esposa, a médica Raphaella Brilhante. Ele está no Presídio do Roger, em João Pessoa, onde foi encaminhado para o pavilhão destinado a detentos enquadrados na Lei Maria da Penha. Imagens de câmeras de segurança registraram episódios de agressão e reforçaram o caso, que segue repercutindo. Após cinco dias em regime de reconhecimento, período em que ficou isolado, ele passou a receber visitas.
Enquanto permanece custodiado, o artista aguarda decisão sobre o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa em 30 de janeiro. O Ministério Público da Paraíba se manifestou contra a soltura, apontando que os fatos indicariam uma escalada no comportamento violento. A análise está nas mãos do desembargador João Benedito, relator no Tribunal de Justiça da Paraíba. A defesa sustenta ausência de fundamentos para manutenção da prisão.
Em ligação telefônica obtida pela TV Cabo Branco, o cantor afirmou à ex-companheira que não tem lembrança das agressões, embora reconheça a gravidade das acusações. “Nada justifica isso. Eu não quero invalidar nada do que aconteceu. O meu problema é que eu não tenho memória disso aí que você me mostrou”, declarou, emocionado. Raphaella rebateu, dizendo que os episódios não foram isolados e cobrando reconhecimento da violência:
Você já me bateu várias vezes, né?! Vamos começar pedindo perdão de verdade… O que justifica uma agressão?
Segundo os autos, as agressões registradas ocorreram em 18 de janeiro e incluiriam socos, apertos na mandíbula e tentativas de silenciar a vítima. O documento também cita ameaças posteriores e intimidações após o fim da relação. Raphaella registrou boletim de ocorrência e confirmou publicamente os abusos nas redes sociais, afirmando viver “uma dor que atravessa o corpo, a alma e a história”. A advogada da médica declarou que episódios de violência começaram após o casamento, ainda durante a lua de mel.
O cantor segue preso no mesmo complexo onde estão outros investigados por crimes distintos, enquanto o processo avança. Até o momento, não há decisão sobre o habeas corpus e o caso permanece em apuração, com depoimentos, registros de vídeo e gravações anexados ao inquérito.