Durante a exibição do Carnaval de São Paulo, a TV Globo optou por isolar os âncoras Everaldo Marques e Valéria Almeida em um ambiente fechado, distantes da vibração do Anhembi. O efeito colateral foi uma locução fria e distante comparada a folia do Sambódromo.
Apesar do empenho da dupla, a condução careceu de dinamismo. Somado a isso, a falta de afinidade mútua ficou evidente; a impressão era de dois desconhecidos cumprindo uma missão protocolar sem intimidade prévia.
A estética visual também foi alvo de críticas: a aplicação do recurso 'chroma key' rendeu piadas ácidas nas redes sociais, com internautas comparando o visual à estética datada das coberturas da RedeTV.
Já no cenário carioca, embora Alex Escobar e Karine Alves estivessem fisicamente na Sapucaí, o isolamento em relação aos componentes das agremiações persistiu, criando uma atmosfera atípica.
Mesmo que a falta de um entrosamento entre os dois não tenha arruinado a exibição, a performance acaba sofrendo com as inevitáveis comparações com parcerias históricas e mais carismáticas da emissora.
Contudo, o momento mais crítico da cobertura foi o comportamento de Milton Cunha em suas intervenções no asfalto. O excesso de volume vocal e a agitação exagerada romperam o equilíbrio necessário. Afinal, a descontração permitida não deve ignorar a moderação; o comentarista não deve buscar mais protagonismo do que o próprio fato ou as personalidades ouvidas.