Após quase seis anosda tragédia que comoveu o Brasil, Mirtes Renata, mãe de Miguel Otávio Santana da Silva, utilizou as redes sociais para exigir agilidade no processo jurídico.
Em uma manifestação carregada de emoção nessa quarta-feira (18), ela demonstrou revolta diante da lentidão na análise das apelações de Sari Corte Real. A antiga empregadora, embora sentenciada por abandono de incapaz que culminou em óbito, permanece fora do cárcere enquanto a ação tramita.
A linha do tempo do processo revela um percurso de modificações na penalidade:
Em 2022, a ré recebeu uma sentença de oito anos e seis meses de reclusão.
No mês de novembro de 2023, o tempo de cárcere foi revisto para sete anos.
Atualmente, Sari usufrui da liberdade enquanto seus advogados contestam a decisão, aguardando o encerramento definitivo do caso.
Para Mirtes, o cenário reflete uma ausência de punição efetiva: “Sari segue vivendo sua vida normalmente. Viaja, tira férias na Europa com seus filhos, faz planos, segue sorrindo. Eu preciso lutar por justiça e para que meu neguinho não seja esquecido”.
Mirtes expôs o abismo que separa o seu cotidiano da rotina da mulher condenada, destacando a dor da ausência do filho:
“Ela leva os filhos para conhecer Paris. Eu vou ao cemitério para ver meu filho. Condenada, mas livre para viajar e ter tempo em família. E eu, sem o cumprimento da sentença, condenada a viver sem meu Miguel. Nunca mais poderei mostrar o mundo a ele”, concluiu.
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