O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), tornou-se alvo de críticas após a divulgação de um vídeo gravado em um camarote da Marquês de Sapucaí, durante os desfiles do Grupo Especial. Nas imagens, que passaram a circular nas redes sociais nesta terça-feira (18), o gestor aparece usando óculos escuros e segurando um objeto semelhante a uma bengala, simulando dificuldades para enxergar.
O registro foi feito no domingo (15), enquanto o prefeito acompanhava a programação do Carnaval em seu camarote. No vídeo, Paes mantém o gesto por alguns segundos e interrompe a encenação após ser chamado pela primeira-dama, Cristine Paes, para tirar uma foto com um convidado.
A repercussão foi imediata. Internautas classificaram a atitude como inadequada e desrespeitosa com pessoas com deficiência visual. Comentários críticos se multiplicaram nas plataformas digitais, questionando a postura do prefeito e cobrando uma manifestação oficial. Até o momento, Eduardo Paes não havia se pronunciado publicamente sobre o episódio.
🚨VEJA🚨| Eduardo Paes foi flagrado imitando um deficiente visual em um camarote da Sapucaí.
— FUTRIKEI (@futrikeiof) February 18, 2026
O prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato do PSD ao governo do Estado só parou após ser “cutucado” por Cristine Paes, sua esposa. pic.twitter.com/XFVaGyW6ey
O caso reacendeu discussões sobre capacitismo termo utilizado para designar preconceito ou discriminação contra pessoas com deficiência e sobre a responsabilidade de figuras públicas em eventos de grande visibilidade.
Entidades ligadas à defesa dos direitos das pessoas com deficiência costumam destacar que gestos, brincadeiras ou simulações desse tipo podem reforçar estereótipos e minimizar desafios enfrentados por esse grupo.
A presença do prefeito na Sapucaí faz parte da agenda tradicional da administração municipal durante o Carnaval, evento que movimenta milhões de pessoas e é um dos principais cartões-postais da cidade. Justamente por essa exposição pública, a repercussão ganhou maior dimensão.