A ofensiva do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra influenciadores que divulgaram plataformas de apostas esportivas ganhou força em 2026 e já alcança alguns dos nomes mais conhecidos do país. Segundo o Metrópoles, além de Virginia Fonseca, que virou alvo de uma ação civil bilionária nesta semana, o ex-BBB Felipe Prior responde a um processo criminal, enquanto Neymar e outros influenciadores tiveram seus contratos solicitados pela Justiça.
Na quarta-feira (8), o MPDFT protocolou uma ação civil pública contra Virginia Fonseca e a Blaze. O órgão afirma que a influenciadora e a plataforma atuariam em um "conluio predatório" para atrair consumidores às apostas e pede a condenação dos dois ao pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos.
Segundo a Promotoria, Virginia teria exercido o papel de "braço operacional" da Blaze na divulgação dos jogos. A defesa da influenciadora negou as acusações e afirmou que a ação "deve estar amparada em provas concretas, e não em presunções ou ilações decorrentes da condição de pessoa pública da influenciadora".
Antes mesmo do caso envolvendo Virginia, Felipe Prior já havia entrado na mira do MPDFT. O ex-BBB se tornou réu em uma ação criminal por supostos crimes contra as relações de consumo e por abuso da boa-fé dos consumidores na divulgação da plataforma Seu.bet.br.
Na denúncia, o Ministério Público afirma que Prior participava de um esquema de publicidade considerado enganoso e que seu contrato previa remuneração baseada nas perdas financeiras dos apostadores captados por ele. Segundo o processo, o influenciador receberia um valor fixo por novos cadastros e ainda teria direito a uma participação sobre o prejuízo registrado pelos usuários indicados.
Além do processo criminal, Felipe Prior também foi condenado na esfera cível a retirar publicações que prometiam ganhos garantidos com apostas esportivas. O MP ainda pede que ele e a empresa responsável paguem, no mínimo, R$ 5 milhões por danos morais coletivos.
A investigação também passou a citar outros influenciadores. Entre eles está Neymar Jr., cujo contrato com a Blaze foi requisitado pelo MPDFT para análise. Segundo a ação, a imagem do jogador teria sido utilizada de forma estratégica para ampliar o alcance da publicidade das apostas.
Os influenciadores Lucas Lira e Bruna Sunaika também aparecem mencionados na investigação. O Ministério Público afirma que ambos participaram da divulgação da plataforma por meio de vídeos exibindo supostos ganhos e incentivando seguidores a apostar. Apesar disso, nenhum dos três figura como réu na ação civil neste momento.
Na ação, o MP sustenta que a Blaze mantém uma estratégia contínua de utilização de celebridades e influenciadores para ampliar o alcance das campanhas publicitárias, especialmente entre consumidores em situação de vulnerabilidade econômica.
Enquanto Virginia já apresentou sua defesa oficialmente, Felipe Prior e os demais citados não haviam se manifestado até a última atualização das informações. O espaço no Portal Felipeh Campos permanece aberto para eventuais posicionamentos.