
Novos desdobramentos agitam o embate judicial entre o cantor Fiuk e o produtor executivo Jonathan Fernando Cristóvão Neves, motivado por alegações de furto relacionadas a uma produção cinematográfica. A coluna de Fábia Oliveira mostra com exclusividade que o processo, antes estagnado devido à impossibilidade de localizar o artista, deu uma guinada na última quinta-feira (27/08). Na ocasião, o demandante protocolou uma petição vinculada a outro processo protagonizado pelo ex-BBB, pleiteando cópia da petição inicial daquele caso para rastrear o paradeiro residencial do famoso.
Apenas 24 horas depois, o juiz Lucas Pereira Moraes Garcia, integrante do Tribunal de Justiça paulista, deferiu o acesso ao dado. O paradeiro requerido havia sido cadastrado pelo próprio cantor no início deste ano, fornecendo a chave logística indispensável para que Jonathan consiga oficializar a citação judicial de Fiuk.
A contenda jurídica teve início após o produtor do longa "Descontrole" ajuizar uma ação contra o músico. O estopim ocorreu quando Fiuk utilizou suas redes sociais (YouTube e Instagram) para relatar que teria sofrido prejuízos e sido alvo de uma “armação”, alegando ter sido “roubado” e ter seu nome instrumentalizado sem aval para obter patrocínios após deixar o projeto.
No conteúdo audiovisual, que segue acessível publicamente, o rosto do autor aparece vinculado ao enunciado “tentaram me roubar” junto a menções ao orçamento vultoso da obra, insinuando sua cumplicidade em desvios financeiros. Jonathan rebateu categoricamente as insinuações, destacando que jamais integrou a gestão financeira do filme e que os problemas de verba não podem ser imputados a ele. Como resultado da exposição, o profissional relatou ter sido alvo de linchamento virtual, o que comprometeu sua honra e imagem profissional. Por tais danos, pleiteia a exclusão imediata das postagens, um pedido formal de desculpas públicas e indenização de R$ 50 mil por danos morais.
Crise financeira e versão da produtora
O imbróglio ganhou ainda mais visibilidade após um desabafo veiculado por Fiuk no começo de agosto, no qual alegou passar por dificuldade financeira em virtude de aportes próprios direcionados ao filme de ação e drift, cuja estimativa orçamentária inicial girava em torno de R$ 20 milhões.
Em resposta, a Owner Entertainment, produtora encabeçada por André Luís e Estela Alves, refutou veementemente a narrativa de investimentos do artista, comunicando o encerramento definitivo das atividades do projeto. Conforme a empresa, o longa sequer saiu do papel, estacionando na fase inicial de captação de patrocinadores, elaboração de roteiros e captação de cenas piloto.