Ratinho mantém declarações sobre Erika Hilton e volta a criticar a deputada

Durante participação no videocast “Papagaio Falante”, o veterano da televisão declarou sustentar o posicionamento já veiculado em sua atração no SBT, desferindo novas críticas à atuação da parlamentar

03/09/2026 às 12h04
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Lourival Ribeiro e Francisco Cepeda/SBT / Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Reprodução: Lourival Ribeiro e Francisco Cepeda/SBT / Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O comunicador Carlos Massa, amplamente conhecido como Ratinho, de 70 anos, retornou aos holofotes ao externar novamente suas posições a respeito da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), de 33 anos. Durante participação no videocast “Papagaio Falante”, o veterano da televisão declarou sustentar o posicionamento já veiculado em sua atração no SBT, desferindo novas críticas à atuação da parlamentar e associando-a, bem como ao seu espectro ideológico, a práticas de censura.

Reavivando o imbróglio que gerou forte repercussão pública entre ambos, o apresentador pontuou que limitou-se a manifestar um ponto de vista pessoal na ocasião: “Esse rapaz, ele começou a me tratar mal. E outra, eu nunca respondi nada. Eu nunca falei mal dele, nada. E nem no dia eu falei mal dele. Eu só dei minha opinião como cidadão. Nada. Não falar mal dele porque não me fez mal”.

O questionamento sobre a liderança na Câmara

A polêmica envolvendo a indicação de Erika Hilton para o comando da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados voltou a ser alvo de contestação por parte de Ratinho, que defende a titularidade do posto por uma mulher cisgênero. Reafirmando sua tese anterior, o artista disparou: “A comissão da mulher tem que ser presidida por uma mulher que seja mulher mesmo. Mulher que tem útero, mulher que tem as dores da mulher”.

Emendando teorias sobre sexualidade e biologia, o comunicador sustentou que identidades trans não equivalem ao gênero feminino: “Porque nós somos diferentes, não adianta achar que nós temos mais um gênero, não. É masculino e feminino. Masculino é XY, feminino é XX. Acabou, não queira inventar uma outra história que não existe. Trans não é mulher”.

Apesar das declarações, Ratinho negou ter agido com hostilidade ou preconceito contra a população transgênero: “Trans é um ser humano que nasceu com coisas de mulher, mas não é mulher. Eu queria ser atraente também, mas não nasci com nariz bonitinho. E não é porque uma pessoa é trans que vou tratá-la mal. Nunca desrespeitei ninguém, cara”.

Histórico do conflito jurídico

A desavença entre a figura pública e a deputada teve seu estopim quando o apresentador utilizou seu programa ao vivo no SBT para questionar a nomeação de Erika para a comissão, afirmando na época que ela “não é mulher, é trans” e que, para o exercício do cargo, seria obrigatório “ter que ter útero, menstruar”.

As falas motivaram a congressista a processar o comunicador por crime de transfobia. O embate migrou para os tribunais paulistas, onde a Justiça sentenciou a emissora a veicular um direito de resposta da legisladora na atração de Ratinho, sob pena diária de R$ 50 mil em caso de desobediência. Mesmo diante das repercussões judiciais, o apresentador reiterou sua postura durante a recente entrevista no podcast.

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