Quase metade dos brasileiros têm pouca ou nenhuma confiança no STF; e você?

A coleta de dados ocorreu de 4 a 7 de setembro, abrangendo 1,5 mil participantes

09/09/2026 às 10h08
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Antonio Augusto/STF
Reprodução: Antonio Augusto/STF

Divulgada nesta quarta-feira (9), uma sondagem da parceria Meio/Ideia revela que quase metade da população, exatos 49,7%, manifesta baixa ou nula crença na integridade do Supremo Tribunal Federal (STF). O estudo indagou os participantes com a seguinte questão: “Quanta confiança você tem em cada uma das instituições – O Supremo Tribunal Federal?”, gerando os seguintes índices:

  • Nenhuma: 21,3%

  • Pouca: 28,4%

  • Alguma: 31,2%

  • Muita: 7,3%

  • Não sabe: 11,7%

A apuração, executada entre 4 e 7 de setembro, avalia a repercussão do desgaste político decorrente do vazamento de diálogos entre o ex-dirigente bancário Daniel Vorcaro e o magistrado Alexandre de Moraes, no escopo das apurações relativas ao Banco Master. Os arquivos evidenciaram laços estreitos entre ambos, gerando questionamentos sobre a conduta de Moraes no processo.

Sob a relatoria do ministro André Mendonça, que ordenou a quebra do sigilo dos arquivos, o debate se expandiu para o comportamento coletivo da corte. Em retaliação, Moraes exigiu a apuração das ações de Mendonça por suposto abuso de poder, apoiando-se em um dossiê elaborado pela Polícia Federal.

Mendonça rebateu a legalidade da apuração da PF e, na última terça-feira (8), decretou o afastamento do chefe máximo da instituição, Andrei Rodrigues, e do setor de inteligência liderado por Leandro Almada. A medida gerou atrito institucional com a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, visto que Rodrigues responde diretamente ao Palácio do Planalto, que prontamente acionou os tribunais para reverter a destituição.

A repercussão do caso envolvendo Moraes e Vorcaro

O instituto também mediu o conhecimento público a respeito da controvérsia envolvendo o ministro do STF e o antigo controlador do Banco Master. Do total de ouvidos, 75,5% relataram conhecimento prévio da polêmica, enquanto 24,5% disseram ignorá-la. Para o grupo inteirado sobre o episódio, formulou-se a questão sobre a dimensão do problema: se restrito a uma figura isolada ou se inerente ao tribunal. As respostas indicaram:

  • Problema de um ministro em particular: 18,2%

  • Problema do Supremo Tribunal Federal como instituição: 30%

  • Problema do STF e de um magistrado específico: 40,5%

  • Não sabe: 11,3%

Avaliação sobre as sentenças do STF

A sondagem testou ainda a concordância da população com o enunciado: “Os ministros do Supremo Tribunal Federal decidem mais por interesse próprio do que pela lei”. Os dados demonstraram que 51,6% chancelam a premissa, 10,9% a rejeitam, 23,9% adotam neutralidade e 13,6% optaram por não opinar.

Ficha técnica

A coleta de dados ocorreu de 4 a 7 de setembro, abrangendo 1,5 mil participantes. Com margem de erro estimada em 2,5 pontos percentuais (para cima ou para baixo) e índice de confiabilidade fixado em 95%, o levantamento encontra-se devidamente protocolado na Justiça Eleitoral sob o número BR-07935/2026.

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