Caiado diz que STF não pode ser escudo para ilegalidades e cita 'destruição completa' da democracia

Caiado criticou a imprevisibilidade de decisões no tribunal, apontando que cada magistrado parece atuar conforme conveniências individuais, distanciando-se das reais necessidades da nação

09/09/2026 às 13h24 Atualizada em 09/09/2026 às 13h38
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Estadão
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Reprodução: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Reprodução: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Durante evento com a Associação Brasileira de Incorporadoras (ABRAINC), o candidato ao Palácio do Planalto Ronaldo Caiado (PSD) voltou a manifestar preocupação diante da tempestade institucional que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF). O pronunciamento ocorre no mesmo dia em que o ministro Flávio Dino determinou, nesta quarta-feira (9), a reversão da suspensão de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal, medida que havia sido imposta na véspera (8) por André Mendonça. Para o político goiano, o país assiste à "destruição completa do Estado Democrático de Direito", ressaltando que a Corte máxima não pode servir de resguardo para condutas ilícitas.

Caiado criticou a imprevisibilidade de decisões no tribunal, apontando que cada magistrado parece atuar conforme conveniências individuais, distanciando-se das reais necessidades da nação. As informações são do Estadão.

"Cada um se acha no direito de, amanhã, decidir o que ele acha melhor pra ele, independente do que o Brasil precisa, nessa hora, que é ter um colegiado que tem a responsabilidade de ser a última instância, e como tal, ele deve ser um sistema de proteção para a sociedade brasileira que vive dentro das regras legais, e não um escudo para quem pratica ilegalidades, que acha que pode, por estar lá, se beneficiar dessa prerrogativa", declarou.

O postulante enfatizou ainda que o STF precisa manter-se distante de práticas de "negociata" e de episódios de "enriquecimento ilícito". Na abertura do encontro, seu vice na chapa, Gilberto Kassab (PSD), reforçou o tom crítico ao diagnosticar que o país se encontra "totalmente fora de controle" e com falhas na engrenagem institucional.

Críticas às emendas e propostas na economia

O ex-governador também direcionou artilharia contra o orçamento parlamentar: "O Congresso que hoje vive de emendas impositivas, onde isso virou um escárnio completo", disparou. Na searca financeira, Caiado prometeu estruturar uma Emenda Constitucional transitória voltada a ajustes fiscais, atrelada a um rígido combate à corrupção estatal e à revisão de subsídios e repasses parlamentares. "Os cortes eu saberei fazer naquilo que são excessos que o governo pratica", garantiu.

Por fim, ao comentar o cancelamento do encontro televisivo entre presidenciáveis agendado para o dia 14 de setembro, o candidato confirmou articulação com concorrentes para viabilizar um formato de debate "paralelo".

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