Minuta de testamento desaparece e disputa pela herança de Erasmo Carlos ganha novo capítulo

Documento preparado pelo cantor antes da morte não chegou a ser registrado em cartório e agora não é localizado por nenhuma das partes envolvidas

11/09/2026 às 13h38
Por: Mateus Pereira Fonte: Itatiaia
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Foto: redes sociais
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A disputa pela herança de Erasmo Carlos ganhou uma nova reviravolta após o desaparecimento de uma minuta de testamento que teria sido preparada pelo cantor antes de sua morte. Segundo informações da Itatiaia, o documento nunca chegou a ser formalizado em cartório, mas poderia ser utilizado como elemento em uma eventual ação judicial envolvendo a divisão do patrimônio deixado pelo artista.

A minuta estaria guardada no escritório de Erasmo e reuniria informações sobre imóveis, investimentos e direitos autorais acumulados durante décadas de carreira. Agora, porém, nem a viúva, Fernanda Passos, nem os filhos do cantor afirmam saber onde o documento está.

O desaparecimento do material acrescenta mais um ponto de tensão à disputa familiar. Sem um testamento formalizado e sem a localização da minuta, fica ainda mais difícil determinar qual teria sido a vontade de Erasmo em relação à distribuição dos bens.

Filhos questionam transferências bancárias

No mês passado, Leonardo e Gil recorreram à Justiça para pedir esclarecimentos sobre movimentações financeiras realizadas na conta do pai durante o período de sua morte. Os herdeiros apresentaram uma notícia-crime à Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro e solicitaram a apuração de transferências que, juntas, chegam a R$ 345 mil.

O principal questionamento envolve uma transferência de R$ 300 mil registrada em 22 de novembro de 2022, data em que Erasmo morreu, aos 81 anos. Conforme documento obtido pela Veja, o dinheiro teria sido enviado para uma conta atribuída a Fernanda Passos.

Os filhos sustentam que a operação teria ocorrido enquanto o pai ainda estava internado e argumentam que, após a morte, os recursos mantidos exclusivamente em nome do cantor passam a integrar o espólio e ficam sujeitos às regras do inventário.

Além dos R$ 300 mil, os herdeiros também questionam uma transferência de R$ 45 mil realizada semanas depois da morte. Segundo eles, o valor teria sido utilizado para o pagamento de serviços jurídicos contratados pela viúva.

Erasmo Carlos morreu no fim de 2022, aos 81 anos, em decorrência de uma síndrome edemigênica. A disputa pela herança segue em meio aos questionamentos sobre patrimônio, movimentações financeiras e a localização da minuta de testamento.

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