
O criador de conteúdo e aviador Lito Sousa, de 59 anos, já recebeu a substância importada da Suíça capaz de auxiliar no combate à rara enfermidade de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), conforme relatou sua companheira, Mila Seidl. Por intermédio de uma gravação divulgada no canal "Aviões e Músicas", ela detalhou que o criador de conteúdos não manifestou reações adversas decorrentes do fármaco, suplicou por orações em favor do parceiro e pontuou que será preciso aguardar algumas semanas para avaliar a resposta biológica ao tratamento.
Ela esclareceu, ademais, que o internamento na unidade de terapia intensiva do Hospital Israelita Albert Einstein ocorreu devido aos desdobramentos críticos da própria patologia, encontrando-se o estado clínico atual estabilizado.
“Eu não tenho uma resposta de desfecho para vocês. O Lito recebeu a medicação e não teve intercorrências da medicação. Ele já estava na UTI por conta de complicações da doença mesmo, e está estável dentro do quadro dele”, afirmou Mila. “A gente ainda precisa de muita oração de vocês, muita torcida para que esse remédio dê certo. A gente só vai saber isso aí nas próximas seis semanas, que é quando você consegue fazer um comparativo. Não é algo que você coloca aqui e, na mesma hora, você já sai bom.”
A chegada do composto ao território brasileiro exigiu uma cadeia logística altamente sofisticada. Logo após o pouso no aeroporto paulista de Cumbica, o insumo passou por liberação alfandegária expressa e seguiu por via aérea em uma aeronave de asas rotativas rumo ao centro médico na capital. A agilidade institucional, coordenada entre a alfândega e a agência sanitária federal, justificou-se pela urgência em preservar a eficácia da fórmula ALN-6457, cuja potência terapêutica decai com o transcorrer das horas. Assim, o desembaraço durou poucos minutos, otimizando o envio ao hospital.
O princípio ativo permanece em fase anterior aos testes clínicos oficiais em humanos para essa indicação específica, tornando o influenciador o pioneiro mundial a receber tal terapia.
Lito descobriu a doença neurodegenerativa, caracterizada pelo comprometimento cognitivo progressivo e perda de mobilidade, sem protocolo terapêutico convencional, no mês de agosto. Desde então, Mila empreende esforços para inseri-lo em protocolos experimentais conduzidos no exterior.
Após receber alta hospitalar e retornar ao lar no dia 1º de setembro, o engenheiro teve sua residência adaptada para o modelo home care. Ele passou a contar com o suporte contínuo de um quarteto de enfermeiros em regime de revezamento integral para assegurar os cuidados paliativos necessários.