Empresa ligada ao filme ‘Dark Horse’ recebeu dinheiro do crime organizado, afirma ministro

Dario Durigan afirmou que grupo teria recebido recursos do crime organizado e do Banco Maste

24/09/2026 às 16h56
Por: Mateus Pereira Fonte: g1
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Foto: Divulgação
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (24) que a empresa Entre Investimentos recebeu dinheiro do crime organizado. Segundo o g1, a declaração ocorreu após a terceira fase da Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que apontou uma ligação entre a estrutura investigada na máfia dos combustíveis e o esquema envolvendo precatórios do Banco Master.

“Nós estamos falando de uma administradora, de um grupo empresarial, que é o Grupo Entre, que recebia dinheiro tanto do [Banco] Master quanto do crime organizado e dentro de um mesmo bolso. E esse recurso foi utilizado para ocultar patrimônio, para lavar dinheiro, para corromper”, disse Durigan, conforme publicado pelo g1.

A terceira fase da operação teve entre os alvos das buscas Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial, os irmãos André e Bruno Tupinambá e o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”, apontado como dono da Entre Investimentos.

Segundo o g1, a Entre Investimentos faz parte do grupo Entrepay, que teve suas atividades encerradas pelo Banco Central em março deste ano. Na ocasião, a decisão foi motivada pelo “comprometimento da situação econômico-financeira” da empresa, além de irregularidades no cumprimento das normas do setor e prejuízos considerados capazes de expor credores a risco anormal.

Durigan também comentou as chamadas operações “Dark Horse” e afirmou que os recursos utilizados teriam origem em uma mesma entidade. “Tudo indica que o recurso que dá liquidez para essas operações ["Dark Horse"] vem de uma mesma entidade, vem de um mesmo bolso. Aí é muito complicado você identificar o que que é cada coisa. Se tem dinheiro do PCC, se tem dinheiro de usina do crime organizado, de distribuidora de combustível do crime organizado no mesmo bolso, no mesmo fundo”, afirmou.

Ainda de acordo com o ministro, será necessário identificar a destinação dos recursos mencionados nas investigações. O caso também envolve o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, que, segundo o g1, assinou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República no âmbito das investigações sobre o caso Master.

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