
Kelly Key resgatou a memória do ensaio fotográfico nu realizado para a revista "Playboy" em 2002, aproveitando a oportunidade para refletir sobre expressão sexual, empoderamento feminino e decisões de vida que moldaram sua trajetória artística. No quinto capítulo do projeto comemorativo "KK 25 anos", dedicado a repassar suas duas décadas e meia de vida pública, a artista, atualmente com 43 anos, analisou o trabalho estampado na capa de dezembro de 2002, produzido quando contava com apenas 19 anos.
Sob a perspectiva atual da cantora, parte das imagens perdeu a capacidade de chocar a sociedade. "Fotos que eram para a Playboy, hoje estariam tranquilamente no perfil de uma pessoa no Instagram.", disse Kelly Key no programa.
Ao observar a própria forma física daquele período, a artista fez um comentário bem-humorado citando Virginia Fonseca ao comparar o contorno dos glúteos. "Olha que bunda linda! Virginia, você era nada (risos)", disparou.
Logo em seguida, a cantora sublinhou a ausência de intervenções estéticas na ocasião. "É, eu não tinha Dr. Chachur", afirmou, em referência ao médico Roberto Chacur, profissional requisitado para procedimentos de harmonização e cuidados corporais frequentado pela influenciadora digital.
Posteriormente, esclareceu que a citação à criadora de conteúdo visava apenas movimentar as redes, sem qualquer teor depreciativo. "Ela treina muito, é brincadeira. É só para ter um viral. Ela é linda pra caramba, acho ela maravilhosa, empoderada, acho que enchem o saco dela.", completou.
A cantora ressaltou que jamais encarou com pudor o aproveitamento da própria aparência no meio artístico e descartou pedir desculpas por atos de antigamente. Ela ponderou que tirar as roupas em frente às câmeras constituiu uma deliberação individual, desprovida de qualquer coação externa.
A celebridade relacionou ainda a experiência ao debate acerca do livre-arbítrio das mulheres e ao escrutínio social. "Nunca tive problema em usar minha beleza, meu corpo e a minha sensualidade a meu favor. E olhando para essa mulher de hoje, não sinto vontade nenhuma de pedir desculpas por ou para ela por tudo que tenha feito. Também era uma escolha minha, não fui forçada a fazer nada. Pelo contrário, eram as minhas escolhas para aquela geração e para aquela época. Mostrar meu corpo nunca significou entregar para alguém o direito de decidir quem eu era", disse.