Com crise de 100 mil pessoas em situação de rua em SP, Ricardo Nunes declara: “Não é a realidade”

Especialistas apontam que o poder público precisa adotar medidas mais eficazes e humanizadas para enfrentar a situação

19/08/2025 às 12h58
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Ricardo Nunes - Reprodução: Governo do Estado de São Paulo
Ricardo Nunes - Reprodução: Governo do Estado de São Paulo

A capital paulista registra um aumento expressivo de pessoas vivendo nas ruas, chegando a 143.509 em março, de acordo com levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua.

O cenário, que já vinha se agravando, ganhou força após os impactos da pandemia e evidencia a dificuldade da gestão municipal em apresentar soluções efetivas para a questão.

O estudo revela que 84% dessa população é formada por homens, 81% sobrevivem com menos de R$ 108 mensais e mais da metade sequer concluiu o ensino fundamental.

Outro ponto crítico está na disparidade entre os números da prefeitura e os da pesquisa realizada pela UFMG, que variam entre 32 mil e 96 mil pessoas, mostrando o tamanho da crise. Além da ausência de moradia, essa parcela da população enfrenta problemas sérios de saúde física e mental, além de violência e preconceito, fatores que dificultam o acesso a políticas públicas e a chances de reinserção social.

Especialistas apontam que o poder público precisa adotar medidas mais eficazes e humanizadas para enfrentar a situação.

A prefeitura, por sua vez, contestou os dados, alegando que não retratam a realidade. Segundo a administração, os números do CadÚnico são autodeclaratórios e cumulativos, o que explicaria a discrepância.

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