
Wander Oliveira, empresário responsável pela carreira da eterna Marília Mendonça, revelou em entrevista uma informação que surpreendeu os fãs: a cantora deixou um pen drive com material suficiente para manter lançamentos inéditos por mais de duas décadas. O conteúdo, no entanto, virou alvo de disputa entre familiares e empresários ligados à artista.
Em conversa com o G1, Wander explicou que o dispositivo reúne registros de diferentes fases da vida de Marília. “A ideia é trabalhar 10 músicas por ano. Existem coisas para 20 anos, com folga”, declarou. Entre os arquivos, estariam composições próprias, versões em voz e violão e até músicas de outros artistas. Segundo uma fonte que teve acesso parcial ao material, há uma faixa considerada “uma das melhores de toda a carreira” da cantora.
Desde a morte de Marília, em 2021, seu legado artístico passou a ser dividido em três frentes:
Família: representada pela mãe, Ruth Dias, e por Murilo Huff, pai de Léo, único filho e herdeiro da artista, hoje com cinco anos.
Gravadora Som Livre: que detém os direitos comerciais de obras assinadas em contrato firmado em 2019.
Workshow: empresa de Wander Oliveira, responsável pela gestão da carreira da cantora.
O papel desse grupo é decidir sobre futuros lançamentos, sempre preservando a memória de Marília. No entanto, nem sempre há consenso. No início de 2025, por exemplo, a família lançou um dueto virtual entre Marília e Cristiano Araújo, recriado digitalmente na música “De Quem É a Culpa?”. A decisão não contou com a aprovação de Wander.
“Como [a vontade] era da família, eu não achei prudente não autorizar. Mas, se tivessem me perguntado, eu não gostaria que tivesse sido feito”, afirmou.
De acordo com empresário, o pen drive contém entre 100 e 110 arquivos. Para ele, o material deveria ser destinado exclusivamente ao filho da cantora:
“Para mim, o pen drive pertence ao Léo. Eu gostaria que, no momento em que ele tivesse entendimento, fosse entregue para ele, para fazer o que quiser. Isso é a história da mãe dele. Então, ficou entendido que os meus 50% seriam doados para o espólio. Mas, duas semanas depois, o advogado da família estava na Som Livre negociando o pen drive”.
Atualmente, as tratativas estão suspensas. O advogado da família, Robson Cunha, explicou o motivo:
“O Murilo obrigatoriamente precisa assinar todos os contratos que envolvem o Léo, o que ainda não aconteceu. Mas eu acredito que em breve deve acontecer, e aí nós teremos novos lançamentos da Marília”, disse.
Até o momento, nem Murilo Huff nem Ruth Dias se pronunciaram sobre a questão. Já a Som Livre afirmou, em nota, que é a gravadora exclusiva do repertório da sertaneja e que seguirá responsável por qualquer lançamento.
“Todos os projetos foram e continuarão sendo idealizados em conjunto com o escritório representante da artista e sua família, sempre com profundo respeito à memória e ao legado de Marília”.