
A embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou uma indireta ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após a Polícia Federal indiciar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação e obstrução de Justiça.
A crítica foi compartilhada no X e traduzida a partir de um post de Christopher Landau, vice-secretário de Estado americano e número dois de Marco Rubio. No post, os Estados Unidos reforçam a proteção à liberdade de expressão:
Enquanto o presidente Trump estiver no comando, pessoas e empresas sob jurisdição dos EUA têm a garantia de que nenhum governo estrangeiro será autorizado a censurar a liberdade de expressão das pessoas e das empresas sob a jurisdição dos EUA em solo americano. Nenhum juiz brasileiro, nem qualquer outro tribunal estrangeiro, tem poder para anular a Primeira Emenda. Ponto final.
Moraes participou nesta quinta-feira da abertura de um congresso na sede da Associação dos Advogados de São Paulo, mas não comentou as críticas dos EUA nem o indiciamento de Bolsonaro e Eduardo. Durante seu discurso, abordou mudanças na Lei de Improbidade Administrativa, destacando a exigência de dolo (intenção) para configuração de ato de improbidade.
O ministro também não se pronunciou sobre a Lei Magnitsky dos Estados Unidos ou sobre os possíveis reflexos do indiciamento no julgamento da chamada trama golpista. A postura silenciosa de Moraes evidencia cautela diante do embate diplomático e político que se intensifica entre Brasil e EUA.
Enquanto o presidente Trump estiver no comando, pessoas e empresas sob jurisdição dos EUA têm a garantia de que nenhum governo estrangeiro será autorizado a censurar a liberdade de expressão das pessoas e das empresas sob a jurisdição dos EUA em solo americano. Nenhum juiz… https://t.co/C41JR8laMb
— Embaixada EUA Brasil (@EmbaixadaEUA) August 21, 2025