
No primeiro semestre de 2024, cerca de 17,7 milhões de brasileiros fizeram apostas esportivas e gastaram, em média, R$ 164 por mês. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (26) pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA-MF), em relatório que reúne o desempenho do setor após mais de seis meses de funcionamento do mercado regulado no país.
De janeiro a junho, a receita bruta das operadoras legalizadas – ou seja, o valor apostado menos os prêmios pagos – alcançou R$ 17,4 bilhões. A partir desse montante, o governo chegou ao cálculo do gasto médio por apostador.
O estudo também traça o perfil dos jogadores: 71% são homens e 28,9% mulheres, em sua maioria com idades entre 18 e 40 anos.
Atualmente, 78 empresas estão habilitadas a atuar sob supervisão da SPA. No mesmo período, a União arrecadou cerca de R$ 3,8 bilhões em tributos federais, como IRPJ, CSLL, PIS/Cofins e Contribuição Previdenciária. Somam-se ainda os 12% destinados a áreas sociais, previstos na Lei 14.790/23, que resultaram em R$ 2,14 bilhões.
Entre as destinações sociais, o maior repasse foi para o esporte (R$ 767 milhões), seguido por turismo (R$ 601 milhões) e segurança pública (R$ 290 milhões).
O relatório também destacou as ações de combate ao mercado irregular. Desde outubro de 2024, quando o governo intensificou a fiscalização, a Anatel bloqueou 15.463 sites de apostas clandestinas. Além disso, 45 contas bancárias de empresas não autorizadas foram encerradas.
Em relação à publicidade ilegal nas redes sociais, apenas no primeiro semestre, foram concluídos 120 processos, resultando na exclusão de 112 páginas de influenciadores e na retirada de 146 publicações.