Adolescentes planejavam massacre no Distrito Federal e revelaram desejo de se tornarem “líderes nazistas”

Em vídeos no TikTok, jovens discutiam sobre “tomar o poder do Brasil“ e implementar o nazismo; ação em escola foi frustrada pela polícia

26/08/2025 às 16h50 Atualizada em 26/08/2025 às 16h51
Por: Mateus Pereira
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Fotos: Reprodução | Metrópoles
Fotos: Reprodução | Metrópoles

Dois adolescentes de 17 anos, estudantes do 2º ano do ensino médio, tiveram os planos de realizar um massacre em uma escola pública do Distrito Federal frustrados pela coordenação pedagógica. Assim que a direção tomou conhecimento do caso, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) foi acionada e passou a investigar a dupla.

Segundo apuração divulgada pelo Metrópoles, os menores alimentavam um site criado por eles próprios com discursos de ódio contra mulheres, negros e gays. Além disso, faziam apologia ao nazismo e utilizavam o TikTok para divulgar conteúdos que direcionavam os internautas para a plataforma. Algumas contas chegaram a ser banidas da rede social devido ao teor violento e discriminatório.

O material reunido pelos investigadores mostra que os adolescentes não apenas planejavam o massacre, como também discutiam sobre “tomar o poder e se tornar líderes nazistas” no Brasil. Um deles chegou a gravar áudios onde defendia a implantação de um regime inspirado no nazismo, se contradizendo em alguns momentos sobre a própria ideia.

Em uma das mensagens de WhatsApp obtidas pela polícia, o menor chega a afirmar que faria um “nazismo no Brasil, sem matar gente, mas matando também”, mostrando a confusão de seus pensamentos. Ele falava em endurecer leis, fortalecer o Exército e impor o que chamava de “ordem” no país. Em outro momento, chega a usar a expressão “nazismo invertido”, logo se corrigindo em seguida.

Por questão de segurança, não revelaremos o nome da escola e a região onde a unidade de ensino está localizada, visando assim evitar pânico entre a comunidade e coibir a disseminação de informações falsas que possam incentivar outros ataques semelhantes.

Foto: Metrópoles
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