
Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, surpreendeu ao revelar no “Conversa com Bial” da madrugada desta quarta-feira (27) que, após publicar denúncias de exploração de crianças e adolescentes nas redes sociais, deixou de receber qualquer tipo de pagamento por campanhas publicitárias. Segundo ele, em agosto não entrou “nenhum centavo”, já que todas as propostas que chegaram foram recusadas.
A decisão do influenciador está diretamente ligada ao vídeo “Adultização”, publicado no início de agosto, que expôs casos graves de abuso e chamou atenção para a forma como menores vinham sendo explorados em plataformas digitais.O vídeo rapidamente se espalhou pelas redes, mobilizou discussões em todo o país e pressionou autoridades a reagirem. A repercussão foi tão grande que até propostas de novas regras de proteção à infância começaram a ser debatidas, algumas já apelidadas de “Lei Felca”.
"Declinei todas as publicidades. Foi quase 'um minuto de silêncio'. Nesse momento, nós temos que falar sobre algo que é mais importante. Eu não quero chegar e aparecer falando 'compre tal coisa, faça tal coisa'. Pegaria mal, eu iria me descredibilizar e, nesse momento, eu estou fazendo algo que é mais importante do que eu e mais importante do que a minha renda" concluiu Felca.
Apesar da relevância social do seu trabalho, Felca reconheceu que pagar esse preço significou abrir mão de sua principal fonte de renda: a publicidade. Ao recusar contratos, preferiu reforçar seu posicionamento ético e dar continuidade à luta contra a exploração de menores. “Para os negócios não foi bom”, admitiu, destacando que a responsabilidade de influenciar pode custar caro, mas também pode transformar a realidade.