Justiça proíbe trabalho infantil no Facebook e Instagram sem autorização judicial, com risco de multa

Decisão liminar da Justiça do Trabalho determina que crianças e adolescentes não possam atuar como influencers sem autorização judicial prévia; plataformas estão sujeitas a multa diária de R$ 50 mil por descumprimento.

27/08/2025 às 17h43
Por: Redação
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Aplicativos - Redes Sociais/ Reprodução La República
Aplicativos - Redes Sociais/ Reprodução La República

Em decisão liminar, a Justiça do Trabalho determinou que Facebook e Instagram não admitam nem tolerem crianças e adolescentes atuando como influencers nas plataformas sem autorização prévia do Judiciário. Caso a regra seja descumprida, as empresas podem pagar multa diária de R$ 50 mil por menor em situação irregular.

A juíza Juliana Petenate Salles, da 7ª Vara do Trabalho de São Paulo, destacou que expor menores nas redes sociais para fins comerciais sem avaliação judicial representa riscos sérios à saúde física e emocional. A magistrada apontou que a pressão para produzir conteúdo, a exposição a críticas e ataques e os efeitos sobre a autoestima podem causar danos imediatos e prolongados.

Salles também ressaltou os impactos educacionais e sociais, como prejuízo nos estudos e restrição a atividades típicas da infância. A magistrada lembrou que imagens divulgadas na internet podem ser copiadas e usadas de forma permanente e inesperada, ampliando os riscos para os menores.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) apresentou inquérito civil identificando perfis de crianças e adolescentes envolvidos em atividades comerciais nas redes sociais, contrariando o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Constituição Federal e normas da Organização Internacional do Trabalho. O tema ganhou destaque recentemente após o influenciador Felipe Bressanim, o Felca, denunciar a “adultização” de menores nas redes sociais, fortalecendo o debate sobre a proteção infantil e a responsabilidade das plataformas digitais.

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