Lula ataca Nikolas Ferreira por vídeo sobre taxação do Pix: “Queria defender o crime organizado”

Presidente alega que deputado “fez campanha” para evitar medida que, segundo ele, buscava combater ilícitos financeiros

29/08/2025 às 13h40 Atualizada em 29/08/2025 às 14h11
Por: Mateus Pereira
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Fotos: redes sociais
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) direcionou críticas indiretas ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) nesta sexta-feira (29), ao falar sobre a mudança na fiscalização do Pix. Segundo o petista, está comprovado que o parlamentar “queria, na verdade, era defender o crime organizado”. Lula ressaltou que Nikolas “fez uma campanha” contra a medida que buscava combater ilícitos financeiros.

Em entrevista à rádio Itatiaia, o presidente afirmou, sem citar nomes, que um deputado federal, dando a entender que seria Nikolas Ferreira, “fez uma campanha contra uma mudança que a Receita tentou fazer, que vai ser feita agora porque naquele tempo a mudança era pra combater o crime organizado”.

Nikolas Ferreira viralizou em janeiro após publicar um vídeo em que afirmava que Lula iria taxar o Pix. A repercussão negativa do conteúdo foi um dos fatores que levaram o governo a revogar a instrução normativa da Receita Federal sobre a fiscalização das transações bancárias via Pix. Após a revogação, o governo anunciou que vai editar uma medida provisória para garantir a gratuidade do Pix no país.

Tem um deputado que fez uma campanha contra as mudanças que a Receita Federal propôs agora e está provado que o que ele (Nikolas) estava fazendo era defender o crime organizado. E nós não vamos dar trégua para o crime organizado.

O presidente detalhou ainda que irá mostrar “a cara de quem faz parte do crime organizado neste país. E o ex-presidente (Jair Bolsonaro) que tome cuidado”.

A Receita Federal publicou nesta sexta-feira (29), no Diário Oficial da União (DOU), uma norma que equipara o tratamento das fintechs ao já concedido aos bancos convencionais, reforçando o combate a crimes financeiros. A medida foi adotada após megaoperação que revelou esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), envolvendo fintechs e 40 fundos de investimentos, com patrimônio estimado em R$ 30 bilhões.

Fintechs são empresas que criam modelos para o mercado financeiro por meio do uso de tecnologias, e agora estão sujeitas à fiscalização equivalente à dos bancos tradicionais.

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