“Primeiro ato, se eu for presidente, será indulto a Bolsonaro”, afirma Tarcísio de Freitas

Governador de SP voltou a negar, porém, intenção de se candidatar à presidência em 2026

01/09/2025 às 14h04
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas - Reprodução: Andre Penner/AP
Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas - Reprodução: Andre Penner/AP

Em uma entrevista concedida ao Diário do Grande ABC, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que sua primeira ação, caso eleito presidente da República, seria a concessão de um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Na hora. Primeiro ato. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado”, declarou.

Contudo, Tarcísio reiterou que não tem a intenção de concorrer ao pleito presidencial em 2026. “Eu não sou candidato à presidência, vou deixar isso bem claro. Todo governador de São Paulo é presidenciável, pelo tamanho do estado, um estado muito importante”, pontuou.

Ele também mencionou a dificuldade histórica dos governantes paulistas em alcançar a presidência da nação.

“Mas vamos pegar na história recente qual foi o governador de São Paulo que se tornou presidente da República: o último foi Jânio Quadros e o penúltimo foi Washington Luís”, ponderou.

Visão sobre a Justiça e a Anistia

O governador também expressou sua falta de confiança no sistema judiciário e manifestou que não vê provas suficientes para uma condenação de Bolsonaro, que começará a ser julgado por tentativa de golpe nessa próxima terça-feira (2), no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Não acredito em elementos para ele ser condenado, mas infelizmente hoje eu não posso falar que confio na Justiça, por tudo que a gente tem visto”, afirmou o governador.

Além disso, o político defendeu a concessão de anistia aos que foram condenados pela tentativa de golpe de Estado e destacou a “prerrogativa” do Congresso de buscar uma “solução política”.

"A gente tem falado com partidos, acredito muito em uma saída política via Congresso, e o Congresso tem que ter sua prerrogativa respeitada para construir uma solução política. Essa solução [anistia] não é novidade, esteve presente em outros momentos do Brasil", declarou, citando episódios que vão desde levantes do período colonial até o "movimento de 64".

Na entrevista, Tarcísio ainda fez um apelo para que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), inclua a anistia na pauta de votações. Ele não citou Motta pelo nome, mas fez uma crítica velada:

“Entendo que os presidentes da Casa têm que submeter isso à vontade do plenário, e não pode ter interferência de outro Poder.”

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