Bolsonaro não vai ao STF acompanhar julgamento, confirma defesa

Ex-presidente alegou problemas de saúde; Primeira Turma julga ação penal sobre tentativa de golpe

02/09/2025 às 09h10
Por: Natália Raquel
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O ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto:: Ton Molina/STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto:: Ton Molina/STF

O advogado Celso Vilardi confirmou nesta terça-feira (2) que Jair Bolsonaro não acompanhará presencialmente o julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, o ex-presidente manifestou interesse em comparecer, mas desistiu por motivos de saúde.

“O presidente não virá. Ele não está bem. Questão de saúde, precisa falar com os médicos”, disse Vilardi ao chegar ao STF para a abertura da sessão.

O colegiado começa a analisar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e outros sete réus. Eles são acusados de integrar o chamado “núcleo crucial” de uma organização criminosa responsável por articular tentativa de golpe de Estado que culminou nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Além de Vilardi, chegaram ao tribunal os advogados de Mauro Cid, Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Augusto Heleno, Anderson Torres e Paulo Sérgio Nogueira. Este último, ex-ministro da Defesa, compareceu com tipoia no braço após cirurgia no ombro. “Tranquilo, graças a Deus. Estou otimista. A gente acredita na Justiça e nas provas apresentadas nas alegações finais”, afirmou.

A denúncia da PGR, apresentada em fevereiro, foi baseada em relatório da Polícia Federal. Ao todo, 34 pessoas foram acusadas, divididas em cinco ações penais. Até agora, o STF abriu processos contra 31 delas.

No caso que envolve Bolsonaro e os sete aliados, a acusação lista cinco crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Na fase de interrogatório, em junho, todos os réus negaram participação em atos golpistas. Sustentaram que não houve movimentação concreta para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e classificaram a denúncia como injusta.

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