
Durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal, nesta terça-feira (2), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) atuou em benefício do grupo responsável pelos atos golpistas, com o objetivo de "espionar adversários políticos".
"A Abin e o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) operavam como instâncias de inteligência paralela prontamente acionados pelo presidente da República (Jair Bolsonaro). Esse grupo atuava como central de contra inteligência da organização utilizando indevidamente ferramentas de pesquisas e de monitoramento para espionar, sem autorização judicial, adversários políticos", revelou Gonet.
O processo contra o ex-presidente é parte de uma investigação mais ampla, conduzida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pela Polícia Federal (PF), que apura a suposta tentativa de anular o resultado das eleições de 2022.
Bolsonaro e seus colaboradores são investigados por supostamente conspirar para impedir a posse do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Paulo Gonet solicita uma pena de 43 anos de prisão para Jair Bolsonaro.