Uma mulher foi presa em Gurinhém, na Paraíba, acusada de registrar imagens da própria filha em situações de exploração e comercializar o material pela internet. O caso é investigado pela Delegacia de Crimes Cibernéticos.
Segundo a Polícia Civil, durante o cumprimento do mandado foram localizados, no celular da investigada, registros semelhantes envolvendo duas meninas que moravam perto da residência dela. O delegado João Ricardo, responsável pelo inquérito, informou que a suspeita mantinha contato com homens de diferentes estados, que encomendavam conteúdos específicos.
“Ela mantinha conversas com pessoas de outros estados, que pediam gravações, e recebia dinheiro em troca”, disse o delegado.
A residência
O local onde a mulher foi detida chamou a atenção dos investigadores. Segundo a polícia, a casa estava em desordem e com aparência de abandono. A precariedade do ambiente contrasta com a gravidade das acusações, evidenciando as condições em que a suspeita e a filha viviam.
Outras vítimas
As investigações seguem em andamento. A Polícia Civil informou que há suspeita de outras vítimas exploradas na produção do material ilegal. O conteúdo apreendido passará por perícia, e a polícia tenta identificar compradores e possíveis envolvidos no esquema.
A corporação reforça a importância da população na denúncia de crimes virtuais. O número destinado a casos que envolvem crianças e adolescentes é o 197. A mulher foi levada para a Delegacia de Gurinhém e deve passar por audiência de custódia nos próximos dias.
