
O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, está sendo julgado nesta quinta-feira (4), por videoconferência, na 1ª Comissão Disciplinar do STJD. O processo apura denúncia de manipulação de resultado feita pela Procuradoria da Corte.
O caso envolve o cartão amarelo recebido por Bruno Henrique na partida contra o Santos, pelo Brasileirão de 2023. Segundo a acusação, o lance teria sido proposital, em acordo com apostadores, o que configuraria infração ao Código Brasileiro de Justiça Desportiva.
Além do atacante, também foram denunciados o irmão dele, Wander Nunes Pinto Junior, e mais três amigos: Claudinei Vitor Mosquete Bassan, Andryl Sales Nascimento dos Reis e Douglas Ribeiro Pina Barcelos.
Se condenado, Bruno Henrique pode ser punido com até dois anos de suspensão, 24 jogos fora dos gramados e multa de até R$ 200 mil.
A jogada que levantou suspeita de investigadores quando Bruno Henrique leva o cartão, de forma deliberada, no jogo entre Flamengo x Santos.
— Gabriela Echenique (@gabiiechenique) November 5, 2024
A partida ocorreu no Mané Garrincha e Santos venceu 👇 pic.twitter.com/xJ2XEURHhp
Segundo as atualizações mais recentes do julgamento até a produção desta nota, as defesas de Bruno Henrique e do Flamengo pediram a prescrição do caso no STJD. O advogado do atacante, Alexandre Vitorino, alegou que o prazo de 60 dias previsto em regulamento já teria expirado ainda em 2023.
Na sequência, Michel Assef Filho, representante jurídico do Flamengo, reforçou o pedido. Segundo ele, não há como manter a denúncia feita quase dois anos após a partida contra o Santos, em novembro de 2023.
Agora, caberá ao relator e aos integrantes da Comissão Disciplinar decidir se aceitam a preliminar. Caso isso ocorra, o processo contra Bruno Henrique será arquivado. As informações são do portal Metrópoles, que acompanha o caso de perto.