Diretora da CGU revela que INSS ignorou fraudes em descontos de aposentados desde 2019

Diretora de Auditoria da Controladoria-Geral da União afirma que instituto não tomou providências mesmo após denúncias do Ministério Público

04/09/2025 às 17h59 Atualizada em 04/09/2025 às 18h10
Por: Redação
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Eliane Viegas Mota. Reprodução Agência Senado - Carlos Moura
Eliane Viegas Mota. Reprodução Agência Senado - Carlos Moura

Durante depoimento à CPMI que investiga descontos irregulares em aposentadorias, a diretora de Auditoria de Previdência da CGU, Eliane Viegas Mota, afirmou nesta quarta-fera (4) que o INSS tinha conhecimento das fraudes desde 2019, mas não adotou medidas para impedir os descontos indevidos.

Segundo Eliane, o alerta veio de uma denúncia do Ministério Público do Paraná, que registrou aumento de reclamações de beneficiários. Ao ser questionada sobre registros anteriores, a diretora disse não ter informações sobre ocorrências anteriores a 2019.

A auditoria da CGU no INSS só começou em março de 2024. Durante a investigação, Eliane se reuniu com o então presidente do instituto, Alessandro Stefanutto, que teria considerado agir, mas manteve os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com as entidades ligadas às fraudes.

Stefanutto foi afastado do cargo em abril deste ano, após uma operação da Polícia Federal que apurava o desvio de aposentadorias por meio de descontos não autorizados pelos beneficiários. Estimasse que o valor descontado e desviado é de 6,3 bilhões.

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