7 de setembro: os planos de direita e esquerda para as manifestações de domingo

Bolsonaristas e petistas convocaram manifestações em várias cidades do Brasil; saiba mais

05/09/2025 às 13h10
Por: Mateus Pereira
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Foto: Fernando Frazão | Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão | Agência Brasil

Aliados de Jair Bolsonaro vêm se articulando para garantir a presença de sua base nas ruas no feriado de 7 de Setembro. Com o ex-presidente em prisão domiciliar, a estratégia foi redesenhada para manter o engajamento dos apoiadores e evitar esvaziamento dos atos. A solução encontrada foi concentrar manifestações em capitais como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília no período da manhã, reservando para a tarde o ato considerado principal, na Avenida Paulista, em São Paulo.

A decisão foi pensada para que lideranças bolsonaristas possam comparecer em mais de uma mobilização no mesmo dia. A expectativa é que nomes de peso marquem presença em diferentes cidades e, em seguida, se desloquem até São Paulo, reforçando o evento que é tratado como o mais simbólico pela base do ex-presidente.

Sem a presença de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, a aposta é em Michelle Bolsonaro. A ex-primeira-dama deve assumir papel de destaque na manifestação da capital paulista e se tornar uma das “estrelas” do ato, funcionando como figura de mobilização e manutenção da identidade do bolsonarismo nas ruas.

Além disso, parlamentares do PL avaliam que o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal, iniciado nesta semana, pode ser um fator de combustível político. A percepção é de que a pressão jurídica enfrentada por Bolsonaro tende a intensificar a reação da militância, aumentando a adesão popular aos protestos.

E a esquerda?

Enquanto isso, o PT também prepara atos para o mesmo dia, numa tentativa de marcar presença no calendário cívico. As manifestações convocadas pela legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vão ocorrer em várias cidades brasileiras, com uma estratégia voltada para a defesa da soberania nacional.

A escolha da pauta pelos petistas vem acompanhada da tentativa de ressignificar símbolos nacionais, como o uso da bandeira verde e amarela. O objetivo é disputar o imaginário popular em torno da data, historicamente associada ao patriotismo, e contrapor diretamente a narrativa bolsonarista.

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