
Em uma fala transmitida em rede nacional de rádio e televisão nesse sábado (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticará publicamente aqueles que considera "traidores da pátria". A declaração, que tem como alvo principal o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, surge em resposta às ações do parlamentar que buscam a imposição de sanções ao Brasil por parte do governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump. O pronunciamento, gravado em seu gabinete no Palácio do Planalto, antecede as comemorações do Dia da Independência, em 7 de setembro.
Com quase seis minutos de duração, o discurso presidencial focará na soberania nacional, tema que tem sido central nas campanhas de comunicação da Secretaria de Comunicação Social (Secom). A expressão "traidor da pátria", já utilizada por Lula nos dias anteriores – inclusive em reunião ministerial onde classificou Eduardo e Jair Bolsonaro como "maiores traidores da pátria" –, servirá para condenar as iniciativas do deputado junto às autoridades americanas visando o estímulo a medidas punitivas contra o Brasil. Na ocasião, Lula também cobrou uma posição do Congresso Nacional diante dessas investidas.
Além das críticas, o presidente aproveitará a ocasião para reafirmar seu apoio ao Pix. O sistema de pagamentos, idealizado pelo Banco Central, chegou a ser mencionado pelo governo americano como um dos motivos para a aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros. Após o anúncio de Trump sobre a taxação de 50% em diversos itens nacionais, os Estados Unidos informaram a abertura de uma investigação contra o Brasil, amparada pela Seção 301 da Lei de Comércio, que abrange inclusive o sistema Pix.
No domingo, Lula dará início às celebrações do Sete de Setembro em Brasília com a abertura da cerimônia alusiva à data, que contará com um desfile pela Esplanada dos Ministérios. Sob o tema central "Brasil Soberano", o evento de duas horas de duração, com início às 9h, será dividido em três eixos: "Brasil dos Brasileiros", "COP30 e Novo PAC" e "Brasil do Futuro".
A parte cívica da parada militar também celebrará o alinhamento com políticas de Estado, abordando temas como educação – com a participação de escolas militares e civis –, meio ambiente, vacinação e o incentivo a atletas. A programação inclui, ainda, a demonstração das Forças Armadas – Marinha, Exército e Força Aérea –, com desfile motorizado e a tradicional apresentação da Esquadrilha da Fumaça.