Bombeiro é preso por suspeita de matar PM em briga de trânsito no Rio de Janeiro

Militar também é investigado por uma tentativa de homicídio cometida por motivo semelhante contra outra vítima, ocorrida quase um ano após a morte do policial

05/09/2025 às 14h30
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Bombeiro ao chegar preso na Delegacia de Homicídios da Capital — Reprodução: EXTRA
Bombeiro ao chegar preso na Delegacia de Homicídios da Capital — Reprodução: EXTRA

Um subtenente do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Eduardo Lisboa de Araújo, foi detido nesta sexta-feira (5) em Marechal Hermes, Zona Norte da cidade. A prisão temporária, decretada pela 4ª Vara Criminal do Rio, o acusa de ter efetuado os disparos que mataram o PM Lucas Rocha de Brito. O trágico evento ocorreu em 17 de maio de 2024, no bairro do Encantado, após uma discussão de trânsito.

Araújo também está sob investigação policial por um incidente similar, registrado na área da 30ª DP (Marechal Hermes), ocorrido em 9 de maio de 2025. Neste caso, o militar é apontado como o autor dos disparos contra um homem, também após um desentendimento no trânsito, no qual o agressor estaria ao volante de um Sandero. A vítima, embora ferida, sobreviveu ao ataque.

As investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) indicam que ambos os crimes – o homicídio do cabo PM e a tentativa de homicídio em Marechal Hermes – foram perpetrados com a mesma arma de fogo: uma pistola pertencente ao bombeiro.

No episódio que culminou na morte do cabo PM, lotado à época no 2º BPM (Botafogo), o confronto ocorreu por volta das 22h30 na Rua Manoel Vitorino, no Encantado. Relatos apontam que o bombeiro, ao volante de um Celta, se envolveu em uma discussão com o policial. A situação escalou quando o cabo Brito desembarcou de seu veículo e Araújo, segundo as autoridades, sacou a pistola e efetuou disparos. O cabo Brito foi atingido por pelo menos duas balas e não resistiu aos ferimentos, vindo a falecer no local.

A DHC ressalta que a utilização da mesma arma em dois crimes graves, com circunstâncias análogas, sugere um padrão de comportamento violento do suspeito em conflitos banais. Essa constatação motivou a representação policial pela prisão temporária, posteriormente deferida pela Justiça.

O subtenente preso será submetido a uma audiência de custódia nos próximos dias, na Central de Custódias de Benfica, Zona Norte. Nesse ato, um magistrado analisará a legalidade da detenção e definirá se Araújo permanecerá encarcerado ou se responderá ao processo em liberdade.

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