
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT voltou a gerar polêmica após a prisão de Alessandra Moja Cunha, apontada pelo Ministério Público de São Paulo como líder do tráfico na Favela do Moinho. Em julho, Lula dividiu o palco com Alessandra e sua filha Yasmin Moja, que representavam a associação de moradores da comunidade, durante anúncio de um programa habitacional.
Após a prisão de Alessandra, veio à tona um vídeo do evento mostrando o presidente ao lado da mulher apontada como chefe do PCC, gerando críticas imediatas e questionamentos sobre a fiscalização do governo em encontros com líderes comunitários.
A Operação Sharpe foi deflagrada com o objetivo de desmantelar a atuação do crime organizado na região central da cidade. As forças de segurança expediram e cumpriram dez mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão, com foco na Favela do Moinho. Sete pessoas foram presas e 12 celulares apreendidos, incluindo Alessandra e Yasmin, além do sucessor de Léo do Moinho nas ações criminosas e do proprietário de um estabelecimento usado para armazenar armas e drogas.
Alessandra já possuía condenação por homicídio, no qual a vítima foi esfaqueada. As investigações apontam que Léo do Moinho mantinha, mesmo preso, uma estrutura organizada do PCC dentro da favela, coordenando o tráfico na Cracolândia e monitorando ações policiais com apoio de uma milícia formada por guardas civis metropolitanos (GCMs).