
Em um movimento surpreendente, o líder venezuelano, Nicolás Maduro, decretou a antecipação das celebrações natalinas para o dia 1º de outubro. Essa decisão ocorre em paralelo às crescentes tensões com os Estados Unidos, que, segundo Caracas, têm mobilizado embarcações de guerra no Caribe em uma suposta estratégia para desestabilizar o país.
Esta não é a primeira vez que Maduro opta por adiantar as festividades. Em 2024, o Natal foi antecipado em meio a uma profunda crise que se intensificou após sua reeleição em julho daquele ano, um pleito contestado pela oposição sob alegações de fraude.
Ao antecipar o Natal para o início de outubro, Maduro alega estar resguardando o "direito à felicidade" de seus cidadãos. Simultaneamente, ele contesta a presença de um contingente militar americano no Caribe, justificado pela administração do então presidente dos EUA, Donald Trump, como parte de uma operação de combate ao narcotráfico.
"Aplicaremos a mesma receita de anos anteriores, que provou ser extremamente benéfica para a economia, a cultura, o ânimo e a alegria geral. [...] O espírito natalino terá início na Venezuela a partir de 1º de outubro", declarou o presidente durante seu programa semanal, "Con Maduro +".
Os Estados Unidos formalizaram acusações de narcoterrorismo contra Maduro em 2020 e, em agosto, ofereceram uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à sua detenção.
Por outro lado, o governo de Caracas sustenta que as ações de Washington são fundamentadas em "mentiras e intimidações" com o objetivo de impor uma troca de regime na Venezuela.
Maduro reitera que a antecipação das festividades "constitui uma forma de proteger o direito à felicidade. Ninguém neste planeta tem o poder de nos privar de nossa alegria de viver", afirmou o líder.