
No terceiro dia do processo que julga o ex-presidente, Jair Bolsonaro, e aliados, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reiterou a validade e a ausência de vícios no acordo de colaboração firmado pelo tenente-coronel, Mauro Cid, antigo assessor pessoal de Bolsonaro.
Moraes enfatizou que não foram encontrados elementos que apontassem para qualquer tipo de coerção ou irregularidade durante a formalização da colaboração. Ele citou a própria defesa do réu colaborador, que, em sua argumentação oral, confirmou a total espontaneidade e a conformidade do acordo de delação premiada, negando qualquer indício de coação.
A colaboração de Cid assume papel crucial neste inquérito que investiga as ações de Bolsonaro e seus principais colaboradores em supostas manobras antidemocráticas. O militar, que esteve diretamente ligado ao gabinete presidencial, compartilhou informações detalhadas sobre articulações políticas, transações financeiras e as estratégias traçadas após o pleito de 2022.
O processo, conduzido pela mais alta corte do país, prosseguirá nesta semana com a análise minuciosa das evidências apresentadas e das informações decorrentes da colaboração de Mauro Cid.